O domingo eleitoral foi claro no essencial. André Ventura ficou em segundo lugar, mas saiu destas eleições com um facto...
O domingo eleitoral foi claro no essencial. André Ventura ficou em segundo lugar, mas saiu destas eleições com um facto político incontornável: é hoje o único candidato da direita e o único capaz de impedir o regresso do socialismo à Presidência da República.
Num país habituado a uma direita fragmentada e a Presidentes acomodados, este resultado marca uma rutura. Pela primeira vez em muitos anos, não há ambiguidades nem atalhos. Quem não quer um Presidente alinhado com o socialismo sabe exatamente onde está a alternativa.
André Ventura não chegou aqui por acaso. Chegou porque enfrentou o sistema, porque disse o que outros evitaram, porque deu voz a quem estava cansado do silêncio e da resignação. Mobilizou quem já não acreditava e devolveu sentido ao debate político.
Agora, a escolha é simples e direta. Não é entre estilos nem entre personalidades. É entre dois caminhos opostos: continuidade ou mudança. Um Presidente que legitima o estado das coisas ou um Presidente que incomoda, fiscaliza e defende a soberania.
A segunda volta é mais do que uma eleição. É um momento de decisão. Cada voto conta. Cada abstenção ajuda o sistema. O país já escolheu um rosto para a direita. Falta dar o último passo.
Rui Paulo Sousa é mandatário e responsável financeiro da campanha de André Ventura