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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Carlos Reis

No próximo ano, o nosso país enfrentará um conjunto exigente de desafios, fortemente condicionados por um contexto internacional marcado pela...

No próximo ano, o nosso país enfrentará um conjunto exigente de desafios, fortemente condicionados por um contexto internacional marcado pela incerteza económica, por tensões geopolíticas persistentes, conflitos regionais, transições energéticas aceleradas e rápidas transformações tecnológicas.

Estes fatores externos terão impactos diretos na economia, nos preços, nas cadeias de abastecimento, no comércio internacional e na segurança, exigindo respostas ponderadas, responsáveis e estratégicas.

No plano interno, será decisivo reforçar a coesão social, promover um crescimento económico sustentável, combater desigualdades e, depois de anos de descaso socialista, assegurar serviços públicos efectivamente eficazes e capazes de responder às necessidades reais dos cidadãos.

A competitividade das nossas cidades e empresas, a criação de emprego qualificado e a atração de investimento dependerão, em larga medida, da nossa capacidade de adaptação a um mundo mais instável e competitivo.

É neste enquadramento que a estabilidade assume uma importância fundamental.

Estabilidade política e institucional, económica e social, não é um fim em si mesma, mas sim a base indispensável do nosso trabalho coletivo.

É ela que permite planear a médio e longo prazo, gerar confiança nos cidadãos, nos investidores e nos parceiros internacionais, e garantir que as reformas necessárias são concretizadas com diálogo, responsabilidade e sentido de futuro.

Mas valorizar a estabilidade não significa imobilismo.

Pelo contrário, significa criar um ambiente seguro para a mudança, a inovação e o progresso. Só com cooperação, compromisso e com uma visão partilhada conseguiremos transformar os desafios do próximo ano em oportunidades para um país mais justo, resiliente e próspero.

E essa estabilidade depende muito de nós – designadamente, saber escolher um Chefe de Estado que seja promotor da estabilidade política e das instituições.

E deixarmos de andar de crise em crise, enredados pelo ruído fátuo dos media.

Darmos o nosso melhor, mas darmos também oportunidade a quem quer dar o seu melhor por todos nós.

Esta é a nossa escolha.