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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Liliana Reis

Estas eleições presidenciais são ímpares em muitos aspetos, dos quais se destacam o curto hiato temporal entre as eleições legislativas...

Estas eleições presidenciais são ímpares em muitos aspetos, dos quais se destacam o curto hiato temporal entre as eleições legislativas em maio e as eleições autárquicas, em outubro deste ano, mas também a pulverização dos votos entre os candidatos, dificultando uma antecipação de possíveis resultados, parecendo ecoar, ainda que com uma distância de 40 anos, as eleições de 1986.

Tal como então, sente-se hoje, uma sensação de encruzilhada, mas também de redefinição. Se em 1986, se discutia o lugar de Portugal na Europa e a sua modernização, hoje deveria discutir-se a sobrevivência da Europa, o cansaço das narrativas repetidas ad nauseum em Portugal. Por isso, estas eleições revestem-se de uma importância decisiva no quadro da “ética da responsabilidade” recuperando Max Weber, não apenas para quem vai ocupar o mais Alto Cargo da Nação, mas para todos os eleitores. Não será, pois, surpreendente, pela ética da responsabilidade que reconhecemos a Pedro Passos Coelho, que este se tenha furtado, até ao momento, em manifestar apoio ao candidato apoiado pelo PSD. Ao permanecer imóvel revela que o “poder simbólico” de Bourdieu, também se pode exercer pela ausência, reconhecendo que a aposta na continuidade institucional de um ciclo, alimenta a crise democrática que vivemos, através da rejeição crescente das instituições e do desgaste político, o que tem contribuído, decisivamente, para a erosão da Democracia.

Liliana Reis é professora universitária e apoiante de João Cotrim de Figueiredo