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Mário Carneiro

Passou entre os pingos da chuva, mesmo se ela nos molha sem nos darmos conta, uma publicação no conceituado British...

Passou entre os pingos da chuva, mesmo se ela nos molha sem nos darmos conta, uma publicação no conceituado British Medical Journal (BMJ) em meados deste mês de dezembro. O ensaio contava com a colaboração e/ou anuência científica de mais de duas dezenas de membros da comunidade académica das Universidades de Cambridge e Bristol e da Escola Médica de Brighton e Sussex.

Disseram, escreveram e assinaram estes estudiosos que a expressão “mutilação genital feminina” é “estigmatizante” e que deveria, com vantagem, ser substituída por “práticas genitais femininas” para levar em conta “a complexidade cultural”, para não usar “estereótipos racializados” e por ser “mais inclusiva”.

Vão mais longe e acrescentam que as leis que banem a mutilação genital feminina deveriam ser consideradas prejudiciais e “perpetuadoras do estigma sobre as comunidades migrantes” e consideram que a oposição à prática desse crime (a mutilação genital feminina é ilegal no Reino Unido há 40 anos) se baseia em “narrativas sensacionalistas” que visam “amplificar o pensamento dominante”.

Os autores do ensaio defendem, aliás, que a legislação dos países ocidentais que bane a mutilação genital feminina “objetiviza as meninas e mulheres como vítimas passivas” e “marginaliza as populações migrantes acentuando as divisões sociais”.

No mesmo Reino Unido foi recentemente barrada uma iniciativa legislativa que visava impedir os casamentos consanguíneos (muitas vezes entre primos direitos) e, em vez disso, o NHS (o SNS inglês) começou a contratar parteiras especializadas para situações de nascimentos de crianças fruto desses casamentos. O Reino Unido vive ainda com um problema social crescente resultantes do número crescente e descontrolado de casamentos forçados com nubentes abaixo dos 17 anos.

Tudo isto se passa à nossa vista, no nosso espaço cultural e com um silêncio assustador por parte de que nos habituou a estar na ruidosa linha da frente de outras causas que envolvem os direitos humanos e, em particular, os das crianças, meninas e mulheres.

Não tenho dúvidas de que, mais cedo do que tarde, o que hoje nos parece uma aberração (lá longe nas ilhas britânicas) irá aparecer como um direito adquirido (e mais perto da nossa porta).

Durante anos (décadas?) manteve-se a discussão em torno do conceito da “Europa fortaleza”: o bloco que se encontrava na contraditória encruzilhada entres os seus elevados ideais humanitários e as políticas migratórias restritivas.

Hoje olha-se para o exemplo que chega do Reino Unido e ocorre a imagem da fortaleza que foi tomada e que tolera que os tais “ideais humanitários” cedam a valores civilizacionais que os contrariam. E percebemos que isto é só o princípio…

Bom Ano Novo!