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Rui Gomes da Silva

Na sexta-feira passada, 5 de Dezembro, morreu Frank Gehry. Morreu o Arquiteto que, em 2003, Pedro Santana Lopes, então Presidente...

Na sexta-feira passada, 5 de Dezembro, morreu Frank Gehry. Morreu o Arquiteto que, em 2003, Pedro Santana Lopes, então Presidente da Câmara de Lisboa, escolhera para transformar o Parque Mayer, fazendo com que uma zona da capital, “palco” degradado da “revista à portuguesa”, com tanta história para contar, mas tão abandonado nas últimas décadas, passasse a exibir, como imagem maior dessa desejada renovação, uma obra monumental assinada por um dos maiores nomes da arquitetura mundial de todos os tempos!

Conheci então, pessoalmente, Frank Gehry.

Primeiro, em Lisboa, numa reunião de trabalho, seguida de jantar, a convite de Pedro Santana Lopes.

Passadas umas semanas fui a Los Angeles, como representante do Presidente da Câmara – acompanhado pela sua Assessora, a Arquiteta Ana Gonçalves – para negociar o contrato com Frank Gehry.

Uma viagem de três dias a Los Angeles, com saída de Lisboa na manhã de 21 de Outubro, via Frankfurt, chegada a LA à tarde desse mesmo dia, jantar com a equipa da Gehry Partners, dormir, passar o dia 22 em reuniões seguidas, no atelier e com o próprio Frank Gehry, trocar o jantar desse dia por uma visita guiada ao Walt Disney Concert Hall, uma das obras icónicas do próprio, que haveria de ser inaugurada no dia seguinte (com visibilidade mundial), dormir e regressar a Lisboa, na manhã do dia 23, de novo via Frankfurt.

Uma viagem com um significado muito especial, onde ficou acordado todo o enquadramento do que haveriam de ser as conclusões de uma nova reunião de trabalho, entre Pedro Santana Lopes, com a sua equipa, e os arquitectos da Gehry Partners, de novo, a 5 de Novembro, desse mesmo ano, em Lisboa.

Mas voltemos ao meu dia – 22 de Outubro de 2003 – no atelier e com Frank Gehry.

Durante a manhã, com as explicações de Ana Gonçalves e – em algumas partes desse meu contacto com “aquele mundo”, com a companhia de Jim Glymph (o braço direito de Frank Gehry) – fui deambulando por ali, pelo gigantesco atelier de Frank Gehry, instalado um antigo armazém, onde fui deparando com as reproduções – à escala – das suas grandes obras, de uma dimensão tal que nos permitia entrar e andar por dentro dessas mesmas maquetes, ouvindo explicações sobre os materiais, a dimensão, o significado, o momento e a localização de cada projeto.

Ou até – como na reprodução, a uma escala enorme, do Walt Disney Concert Hall, que haveria de ser inaugurado oficialmente no dia seguinte – andar pela plateia dessa maquete, descer até ao palco, ouvindo e experimentando, atentamente, por exemplo, as explicações estéticas e as razões das condições acústicas de tal obra!

Depois, como se não bastasse de emoção, seguiu-se a reunião com Frank Gehry para discutir pontos importantes que era preciso acordar antes do encontro que haveria de acontecer, em Lisboa, já em Novembro.

Fechamos muitos pormenores do futuro contrato, que haveriam de ser confirmados – em ofício de 17 de Novembro – por Jim Glymph, ficando eu com a promessa de os voltar a visitar, agora para entrar na maquete do que Frank Gehry estava a pensar fazer no Parque Mayer!

Um último (enorme) detalhe encerrou as nossas conversas sobre o projecto… o do preço.

Tinha trazido instruções precisas de Pedro Santana Lopes sobre a necessidade de fechar num determinado valor, e fui tentando convencer Frank Gehry das “minhas” limitações.

Fomos descendo desde o valor inicialmente pedido … até um determinado montante, já bem inferior, mas ainda um pouco acima do que me tinha sido determinado.

Foi aí que Frank Gehry se virou para mim e disse… “Viu tudo o que fiz, já conheceu ao detalhe como o faço … acha que Lisboa não merece uma obra destas???… e eu… acha que não mereço o que estou a pedir???”

Merecia, claro que merecia!!!

E, apesar de a noite, em Lisboa, já ter começado há muito, falei ao telefone com Pedro Santana Lopes, para, em poucos minutos, reforçar o elogio da escolha e o pedido para deixar em aberto o valor para ser fechado em Lisboa, nos dias seguintes.

E foi isso que aconteceu, não sem antes de uma noite dormida a correr e uma viagem de muitas horas até Lisboa, termos ido – eu e a Ana Gonçalves – visitar os bastidores do Walt Disney Concert Hall, que seria inaugurado no dia seguinte, tendo como “cicerone” Jim Glymph.

Com a esperança de, tal como acontecera com o Museu Guggenheim, em Bilbau, por exemplo, podermos ter – em Lisboa – uma obra de Frank Gehry, o pós-modernista desconstrutivista, que via a arquitetura como escultura!

Depois… depois foi a velha história de uma esquerda que se recusou a validar uma escolha que mudaria Lisboa…

A mesma esquerda que tudo fez para impedir a construção do túnel do Marquês…

A mesma esquerda que tenta perseguir e impedir de fazer o que promete a quem lhes ganha eleições…

Com a inveja de quem não tem ideias que não seja a de perseguir quem tem uma ideia de desenvolvimento moderna e esclarecida – neste caso – sobre a cidade.

A esquerda de então ganhou uma guerra feita de pequenas vinganças, vetos e recusas.
Lisboa, Portugal… perderam a oportunidade única de ter no seu património uma escultura com a dimensão de um teatro.

Uma oportunidade perdida, sonhada por Pedro Santana Lopes, mas boicotada pela esquerda.

Com nomes e caras… que a memória não deixará apagar, mas que não é este o local para referir. Sempre os mesmos…

Os que acharam que havia túneis bons e túneis maus!

Com isso … perdemos uma futura referência cultural europeia.

A esquerda, essa, congratula-se com estas pequenas vitórias feitas de ódio e de vingança.

Embora – neste caro – tenhamos perdido todos.

Como depois terão percebido!!!

Infelizmente… tarde demais!