Frase do dia

  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
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Mário Carneiro

A imprensa internacional (em particular o Financial Times) sublinha uma relevante decisão das autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU): a...

A imprensa internacional (em particular o Financial Times) sublinha uma relevante decisão das autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU): a de retirar o apoio aos seus jovens que pretendam prosseguir os estudos frequentando as universidades do Reino Unido (RU). A partir de agora, cessam as bolsas de estudo que os EAU garantiam aos seus nacionais e os estabelecimentos de ensino superior do Reino Unido entram para uma espécie de ‘lista negra’. Em junho passado, o ministro com a tutela do ensino superior dos EAU tinha feito publicar uma lista global das universidades nas quais o programa de bolsas teria aplicação segundo critérios de excelência: apenas os estudos em escolas de elevado desempenho seriam apoiados. A ausência de universidades do RU da lista provocou alguma estranheza já que o país alberga algumas das mais conceituadas do mundo. A explicação chega agora e não deixa margem para dúvidas: não foi por descuido nem distração que essas escolas não estão na lista, mas porque as autoridades dos EAU receiam que os seus jovens sejam radicalizados pelo extremismo islâmico nas universidades britânicas. (Diga-se, a nível de curiosidade, que até universidades israelitas são elegíveis para estudos universitários apoiados pelas mesmas bolsas que os EAU retiram agora ao RU).

Na imprensa nacional (no caso, no Nascer do Sol) lemos que pode estar muito próximo um tempo em que as coleções dos museus virão a depender da sensibilidade de minorias que podem, inclusivamente, vetar a exposição de obras de arte.

Duas histórias com um ponto de contato: o que ainda há poucos anos serviria para enredo de deliciosa comédia é hoje matéria doutrinal que não nos deve dar vontade nenhuma de rir.
Se as insuspeitas autoridades de um país árabe, de maioria sunita, evitam que os seus estudantes frequentem universidades europeias, por as classificarem como “viveiros de radicalização”, qual o tipo de cegueira que nos impede de ver o que está a acontecer?

Ou andarão os “nossos” olhos demasiado ocupados a procurar detetar fontes de pequeno melindre em qualquer obra de arte que possam ferir suscetibilidades avulsas?

A estranha ditadura das minorias vai fazendo o seu caminho auxiliada por silêncios (alguns cúmplices e outros de estupefação) e perante a indiferença dos que não antecipam a evidência de que, no seu final (e se triunfar), será todo um modelo de civilização que cederá a um aglomerado de barbáries diversas, disconexas e sem articulação.

Um amontoado de conceitos, regras, interditos e proibições tão desgarrado quanto são distintas as pressões que impuseram cada um deles.