Na segunda-feira, dia 27 de Abril, por volta das 12h30, um estrondo enorme e um terramoto abalaram toda a zona...
Na segunda-feira, dia 27 de Abril, por volta das 12h30, um estrondo enorme e um terramoto abalaram toda a zona centro, com epitáfio (epicentro, perdão) na Figueira da Foz. A Força Aérea (FA) desculpou a coisa, dizendo que um avião F-16 tinha acelerado para além da velocidade do som, o que causou a explosão sonora sónica. Mas, no dia anterior, a FA disse que não sabia de nada. E não sabia.
Na verdade, no livro de regras da Força Aérea, está escrito de forma clara que «Sobre Terra: Quando autorizado para treinos específicos em áreas segregadas (zonas militares), a altitude mínima [para passagem a voo supersónico] situa-se geralmente acima dos 30.000 a 35.000 pés (aprox. 10.000 metros)».
Para o resultado que as testemunhas relataram, um caça da Força Aérea teria de estar muito mais baixo, aproximadamente entre os 6.500 e os 13.000 pés.
Os pilotos portugueses não são malucos. São loucos, porque são os melhores do mundo, mas nenhum piloto nacional é maluco nem quer causar cretinices. Por isso, a explicação oficial “não cola”.
Resta-nos, então, apurar a verdade.
As primeiras imagens de Pedro Santana Lopes demoraram cerca de 8,6 anos a chegar ao sistema planetário à volta da estrela Sirius (a mais brilhante no céu noturno). Os siriencenses, que passam por uma profunda crise civilizacional, vasculham há décadas as emissões de rádio e televisão dos sistemas solares em seu redor, à procura de ajuda.
Tor-El, o líder interino de Sírius 3, presidiu a uma das mais importantes reuniões de que há memória no sistema vizinho: a solução para a boa governança estava em escolher um líder que fizesse o bem. Em 2014, quando chegaram as imagens de Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro, os sírios avançaram com uma megaexpedição para “subtrair” Pedro Santana Lopes do planeta Terra e fazê-lo imperador do sistema Sírio.
Chegaram à Terra, finalmente, nesta segunda. Os sírios, ao chegarem à Terra, encontraram um mundo em caos, em que a verdade e a mentira se entrelaçavam como as raízes de uma árvore antiga. Pedro Santana Lopes, subtraído à socapa e substituído por um androide, era agora um ícone intergaláctico. Foi recebido com uma mistura de adoração e desconfiança. Os habitantes da Terra, intrigados com o som barulhento do travão de mão da nave,, começaram a questionar o que teria acontecido.
Enquanto isso, Tor-El e sua equipe de exploradores tentavam entender as complexidades da política terrestre. Mas Pedro Sanatana Lopes desencorajou-os. «Uma coisa é salvar impérios», disse, «outra é compreender um leitão Amaro ou um tipo que se põe de costas para o Aguiar Branco». E num ápice, qual Capitão Kirk, melhor que um Han Solo, Santana disse: «Vá, vamos lá embora com isto, que ainda temos de ir buscar o Miguel Relvas e o Fernando Seara».
E assim se explica, cientificamente, o que se passou. Ao contrário dos terrestres, que só reconhecem Santana no “depois”, os de Sírius há muito compreenderam o que é um homem livre. Bastou um estrondo.