No próximo Domingo os portugueses serão chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. E,...
No próximo Domingo os portugueses serão chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.
E, no fim de uma campanha singular, intensa, longa e desgastante, darão o seu sábio veredicto.
Num País onde, volvidos cinquenta anos de democracia e quarenta de adesão à (então) Comunidade Económica Europeia, persiste um fraco desempenho económico, uma justiça lenta e gritantes desigualdades sociais.
No qual problemas crónicos na habitação, na saúde e sistémicos baixos salários levam os mais jovens (e qualificados) a sair.
Portugal que, na sua já longa tradição constitucional, consagra ao Chefe de Estado uma magistratura de influência, um poder moderador que se pretende seja exercido com autoridade, conhecimento da realidade nacional e internacional, e, independente dos partidos políticos e dos mais diversos grupos de interesses.
Os portugueses estão hoje fartos de mais do mesmo, todos os estudos o indicam.
Daqueles que, por um lado, dependendo como de pão para a boca dos partidos que os suportam, querem relançar fracassadas carreiras políticas, partidarizar a Presidência da República e iludir os portugueses, quando nem sequer os próprios partidos – que lideraram – conseguiram convencer.
E, por outro, de populistas de ocasião, representantes de partidos de um homem só que, escondendo as suas verdadeiras intenções e sem qualquer pudor, se tentam apropriar do património histórico, ideológico e cultural de outros.
Porque as eleições presidenciais não constituem uma segunda volta das legislativas, elegem personalidades e não partidos, e, num contexto internacional extremamente volátil, Gouveia e Melo é o candidato mais preparado para ser o Presidente de todos os Portugueses.
André Pardal, advogado e antigo deputado do PSD, é apoiante da candidatura de Gouveia e Melo