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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Liliana Reis

Depois do conhecimento das sondagens da Universidade Católica no dia de ontem, confirmando a evolução da tendência da tracking poll,...

Depois do conhecimento das sondagens da Universidade Católica no dia de ontem, confirmando a evolução da tendência da tracking poll, realizada diariamente pela CNN, ficou claro que temos apenas três candidatos com possibilidade de passar à segunda volta: João Cotrim Figueiredo, António José Seguro e André Ventura.

No binómio mais importante da teoria política – Liberdade versus Segurança – o primeiro candidato representa a Liberdade e dois últimos a segurança.

João Cotrim Figueiredo representa a Liberdade não por ter o apoio do partido Liberal, mas sobretudo por ter colocado sempre este princípio (e este direito fundamental) como fio condutor na sua vida. E, por isso, a sua candidatura representa a esperança e o otimismo em um Portugal mais moderno e mais capaz de enfrentar os desafios que se apresentarão no futuro ao nosso país, com a coragem e a responsabilidade que se impõe. Com uma visão de que o Estado deve proteger e regular sem dominar ou asfixiar e que os Portugueses devem ser exigentes com o Estado.

Na verdade, quer António José Seguro, quer André Ventura traduzem a segurança de formas diferentes, mas a coabitação no espaço público, ainda, entre cartazes da campanha para as eleições autárquicas e as eleições presidenciais revelam que ambos se socorrem do apelo à segurança para imobilizar os eleitores através do Medo.

Senão vejamos, a súplica de André Ventura ao medo é recorrente e explícita, seja através de uma lógica de ameaça permanente – o sistema, o diferente, o imigrante – seja pela normalização de um discurso autoritário que aponta para a supressão de direitos, liberdades e garantias fundamentais. Uma segurança que promete a ordem, mas esvazia a autonomia e o livre-arbítrio. Por outro lado, a linguagem, incluindo a semiótica, de António José Seguro, apesar de ser diferente na aparência, não é diferente na substância. A ideia de segurança que introduz também é castradora, pela promoção do imobilismo, da previsibilidade e pela conservação do país como está. É uma segurança tranquila, mas profundamente paternalista. Não ameaça a democracia, mas compromete a liberdade do indivíduo através do reforço do Estado. Com efeito, trata-se de nada fazer e nada mudar. Como se estivesse tudo bem, que todos nós reconhecemos que não está! Mudar apenas os protagonistas desta alternância confortável e segura de cadeiras entre aqueles que nos têm ensinado a pensar e a comportar.

Entre a segurança musculada de Ventura e a segurança conformista de Seguro, João Cotrim Figueiredo rejeita a intimidação e a tutela, convocando-nos para a Liberdade e mobilizando-nos para o seu exercício responsável, que não escamoteia os riscos, mas que recusa instrumentalizar o medo.

No próximo domingo quem votará em João Cotrim Figueiredo estará a dizer que a democracia Portuguesa não precisa de menos Liberdade para continuar a ser segura, mas precisa de mais liberdade para ser, verdadeiramente, democrática.

Liliana Reis, professora universitária, é apoiante da candidatura presidencial de João Cotrim de Figueiredo.