
Rui Gomes da Silva
O mundo de hoje não só está perigoso… mas, também, monolítico na sua validação intelectual, sempre – sabemos nós todos, agora – com o selo “imprimatur”, concedido pela boa vontade do movimento WOKE e dos seus fiéis escudeiros em (quase) todos os órgãos de comunicação social.
Um mundo perigoso, com o dedo (já não do Tio Sam, mas dos militantes de uma esquerda anquilosada e ultrapassada) apontado para quem não se deixa intimidar por estas novas verdades absolutas que antes sabíamos que nos chegavam através da velhíssima Rádio Moscovo!
Hoje, essa intimidação e essa validação é feita pela esquerda que não tem outras referências éticas e políticas que não sejam ditaduras (sejam elas, no limite, venezuelanas ou norte coreanas), tão incapaz de ver e de criticar a realidade como os militantes do PC, ao longo dos tempos, foram sempre incapazes de “abrir a boca” contra o regime soviético (como o são, ainda hoje, face aos desmandos provindos do Kremlin).
Para isso, para que cada uma das suas “histórias” possa ter um espectro de abrangência interclassista, contam sempre com os idiotas úteis do centro e da “direita socialite”, eternamente dispostos a validarem, com o seu apoio, as lutas e as batalhas que a esquerda quer, que a esquerda lança e que a esquerda manipula.
São esses “tontos”, sempre movidos de “boas intenções, quase sempre sem perceberem ao que vão, como vão, porque vão e, muito menos, qual a utilidade que isso terá (a não ser a aureola “romântica” de um dia poderem dizer … “eu estive lá”, esperando que os filhos e os netos não lhes perguntem a fazer o quê, nem se, depois, alguma vez foram consequentes com o que lhes mandaram gritar) … são esse “tontos” que validam a imoralidade dos regimes de esquerda no mundo e os dislates das forças de esquerda nos países onde são minoritárias.
Por isso são cada vez mais os que vão deixando de respeitar esses censores de comportamentos, esses inquisidores de opiniões políticas, esses serviçais de novas “polícias de costumes” que temos de acreditar poder derrotar.
Não exijo que ninguém pense como eu, mas quero que todos respeitem a minha forma de pensar!
Não quero que ninguém seja condicionado pelo que penso, mas exijo que todos sejam livres para poderem pensar (ou não) como eu.
Revejam cada uma das situações que foram noticiadas nos últimos dias, nas últimas semanas, nos últimos meses.
E vejam quem vos grita aos ouvidos sobre qual a posição a adotar, qual o caminho que (quase) todos os órgãos de comunicação social nos disseram dever seguir, quais os políticos – nacionais e internacionais – que nos dizem obrigatória temos de desprezar!
Porque esses não conseguem imaginar o dia em que pensemos pela nossa cabeça e que cada um de nós seja … POLITICAMENTE INCORRETO.

Rui Gomes da Silva
Há sempre os que não percebem que são os seus medos, as suas fraquezas, os seus receios, que dão força aos que procuram na violência, na agressividade, na vandalização, no saque e na violação da ordem pública, a razão que nunca tiveram e os votos que nunca conquistaram.
Hoje poderia escrever sobre os acontecimentos que têm ocupado as primeiras páginas dos jornais e as aberturas dos telejornais!
Falar sobre o que está a acontecer no Porto e em Lisboa.
Ou na França, em Espanha, na Alemanha, na Albânia, na Bélgica, em Itália…
Poderia até falar sobre um Ministro do Interior que apresentou a sua demissão só porque entendeu ter responsabilidades políticas, na inação da polícia, no controle desses acontecimentos (obviamente que não em Portugal).
Como poderia escrever sobre a falta de coragem, sobre a permissividade, sobre a cedência de quase todos os responsáveis ao politicamente correto.
Ou sobre o desgaste dos governos, ocupados em resolver os casos que os tornam vulneráveis, que levam a toda essa falta de força política.
Ou sobre a falta de carácter de outros tantos desses protagonistas.
Como também poderia analisar os que, à primeira oportunidade, tentam encontrar na rua o poder que não conseguem ter no voto.
Voto que os vai fazendo reduzir de representatividade, até à concretização da sua anunciada insignificância, em termos de apoio popular!
Hoje… hoje prefiro falar da necessidade de continuar a acreditar no respeito pela liberdade, no estrito cumprimento dos princípios constitucionais, na legitimidade e na legalidade democráticas, na absoluta necessidade de defender a ordem pública – muito especialmente através das intervenções policiais – e não ter dúvidas no apoio ao cumprimento e ao respeito pelos pilares do regime democrático!
Ou, até, na imperiosidade da defesa de uma identidade europeia!
São esses os limites que importa considerar, são esses os princípios que importa respeitar, é essa a sociedade em que quero continuar a viver!
Porque há sempre os que não percebem que são os seus medos, as suas fraquezas, os seus receios que dão força aos que procuram na violência, na agressividade, na vandalização, no saque e na violação da ordem pública a razão que nunca tiveram e os votos que nunca conquistaram.
O poder político democrático assenta no voto e no respeito pelas maiorias, mas também na forma com aceita expressar e acatar a exteriorização dessas mesmas vontades.
Não o fazer é ser conivente com os que não são democratas e fugir às responsabilidades de quem os escolheu!
Só a intransigência na defesa destes valores impedirá que acabemos – todos – a hipotecar o futuro, a abrir as portas a uma falência anunciada da sociedade em que todos acreditamos e em que (quase, quase, quase) todos queremos viver.
Uma sociedade que não se compadece com os fracos de carácter, que não são capazes de – pelo seu exemplo e pela sua disponibilidade – “servirem” nas fileiras da democracia.
Democracia, sociedade, futuro, é isso que está em causa!!!
Por mim… já escolhi de que lado estou!
Há muito, desde sempre!
Por Portugal!!!

Rui Gomes da Silva
Este era para ser um texto sobre as sucessivas sondagens que têm vindo a público, com o Chega e André Ventura a vencerem em todas elas.
Desde há semanas, os estudos de opinião publicados continuam a refletir essa mesma imagem consistente de liderança, quer do Partido como sendo o mais votado, quer de André Ventura como o mais competente (ou preferido) para primeiro-ministro.
Ainda por cima com esta – agora – má novidade para os que nela insistiam, pedindo até às empresas de sondagens que a fizessem para ela ser a âncora da sua argumentação!
Sim, André Ventura deixa os seus dois adversários para trás, nessa escolha para possível líder de um futuro Governo, tal como o PS o fica do Chega, com a AD (com os 8 putativos deputados de Nuno Melo e os restantes do PSD) a valer pouco mais que 2/3 da sua votação!
A trajetória de crescimento do Chega é consistente, o que obrigará André Ventura e a sua equipa a terem de continuar a trabalhar para consolidarem essa mesma vontade do povo português.
O grande desafio – para quem tem responsabilidades no Chega – é continuar a responder e a dar razões de interesse e motivações para que o afastamento e a abstenção do eleitorado se inverta, cada vez mais, em relação aos “velhíssimos” partidos da democracia portuguesa, com o seu voto a expressar-se nesse mesmo sentido.
Esgotados – cada vez mais – os modelos tradicionais de governação, importa perceber quais os vetores de desenvolvimento de reorganização do sistema partidário português, que, neste caso, não será muito diferente daquilo que está a acontecer em termos europeus e mundiais!
O Chega representa, hoje, 30% do eleitorado e mesmo sabendo de todos esses opositores, acredito que poderá ganhar as próximas eleições, num caminho democrático … verdadeiramente irreversível.
E já nem a expectativa, sempre gorada, de semana após semana ver se o Chega desce, por força das posições assumidas em relação a cada tema fraturante, consegue servir de paliativo ao desespero dos que, nos outros partidos ou na comunicação social, olham para André Ventura, não como um adversário, mas como alguém a abater pelo medo que lhes gera … percebe-se bem porquê!
O Chega representa, hoje, 30% do eleitorado e mesmo sabendo de todos esses opositores, acredito que poderá ganhar as próximas eleições, num caminho democrático, verdadeiramente irreversível.
Até porque a situação objetiva mundial e portuguesa contribuirá para evidenciar as fragilidades de uns, a que acrescem as faltas de soluções de todos os outros, com a adicional “falta de jeito para isto” de alguns!
É assim a vida!
E AS AJUDAS QUE LUIS NEVES DÁ AO CHEGA
Tal como o seria este artigo… pensado para discorrer sobre sondagens e a previsível vitória eleitoral do Chega, se até às próximas eleições, ocorram elas daqui a poucos meses, ou a um ano e poucos meses, o Chega continuar neste caminho de corresponder aos anseios dos portugueses (como estou mesmo convencido que vai acontecer).
Mas eis que o País foi confrontado, de novo, com mais uma informalidade (chamemos-lhe assim) desse (não) exemplo de virtudes da vida democrática – com valores, princípios e regras – chamado Luís Neves!
Um dia… todos os que o apoiaram terão vergonha de o ter feito… e Luís Neves será, tal como hoje o é José Sócrates, outro “fantasma” que vagueará pelos bancos dos tribunais, até ser condenado, sem que ninguém se lembre de o ter apoiado, de ter trabalhado com ele ou de ter sido seu colega no Governo!
Desde ontem, foram ainda mais os que deram razão a André Ventura, nesta sua campanha pela seriedade dos dirigentes, pela respeitabilidade das instituições, pelo cumprimento das regras num regime democrático!
Tudo pormenores de que Luís Neves, antes na PJ como agora no MAI, não quer saber… e a que Luís Montenegro não pode dar importância… sob pena de nem 24 horas durar no cargo de PM, o que sempre seriam uns meses a menos do que a realidade lhe vai trazer!!!
As razões de Ricardo Carrilho, desde ontem ex-Secretário-Geral do MAI, são mais uma mão cheia de argumentos contra Luís Neves, tão cheia que nem os “antigos” jantares do Jockey Club chegam para os antigos “amigos” continuarem a dar-lhe o seu apoio.
E se Luís Neves já devia estar demitido, cada vez mais se justifica a CPI para escrutinar este desvario comportamental de alguém que julga estar acima da lei.
Como já não bastava o embaraço com situações mal esclarecidas da sua atuação à frente da PJ, o seu comportamento no MAI, ao exigir transferências e pagamentos sem “ordens escritas” que os justificassem, acreditando na palavra de Ricardo Carrilho, fazem dele um verdadeiro… “homem das informalidades”!
Só que a sustentação documental foi criada para que não existissem quaisquer regalias que fugissem à formalidade e ao cumprimento da lei.
Falta a Luís Neves autoridade moral, sempre lhe faltou legitimidade política, começou já a sua caminhada para a outra margem da legalidade e do cumprimento da lei … sem cuidar, aqui, dos seus intuitos persecutórios, incapaz de conviver com a discordância, como agora voltou a acontecer.
Ora, se como costuma dizer a minha Mãe: “cesteiro que faz um cesto … faz um cento”, Luís Neves anda a fazer os cestos… até um dia, em que se enfiará, com Luís Montenegro, num deles e desaparecerão num qualquer rio que os conduzirá ao esquecimento total.

Rui Gomes da Silva
Um 5 outubro que o povo já não comemora, que cada vez lhe apetece comemorar menos… até haver alguém que lhe volte a dar esperança e razões para acreditar.
E esse alguém… contra ventos e marés… mas com o apoio desse mesmo povo… será André Ventura!!!
Apesar de já se terem passado 116 anos desde a data da instauração da República Portuguesa, há – ainda assim – lições que se podem retirar das intervenções proferidas no dia dessas comemorações, para lá da simbologia da data.
E, como se não bastassem as lições da nossa política, recebemos duas grandes surpresas, também elas lições, de dois países que – obrigatoriamente – nos dizem muito.
Eis, pois, as lições/surpresas e as lições/lições… que retirei deste 5 outubro de 2026.
Assim…
1.
Foi neste 5 de outubro que soubemos que a direita ganhou a primeira volta das eleições do Brasil e, com isso, a possibilidade de conseguir fazer eleger Flávio Bolsonaro, no dia 25, como próximo Presidente do Brasil
E tudo isso apesar de a esquerda se encontrar no poder, em Brasília, do atual Presidente ser um político com uma enorme experiência … e de todas as instituições do actual de poder brasileiro “remarem” no mesmo sentido, com o STF à cabeça.
E, mesmo assim, nem tudo isso chegou!!!
Uma grande lição… que chegou de surpresa!
2.
Uma segunda lição, aquela que veio de Espanha, logo pela manhã.
Pedro Sanchez, depois de fazer sucessivas provas de sobrevivência política, viu-se obrigado a convocar eleições, que, sem muitas dúvidas, ditarão o regresso ao poder do PP em aliança com o VOX, numa prova de que as linhas vermelhas não sobrevivem à realidade e à dinâmica social e política, cada vez mais a apontar num só sentido.
Outra surpresa, que chegou como lição de que a ginástica tem limites… até na política!
3.
Por cá, nas “aulas” que nos pretendem dar, a propósito do 5 de outubro, soubemos que o Presidente da República deixou de lado a ética e a defesa da moral republicana (ao não ter uma palavra, sequer, para a situação do ainda MAI), optando por reafirmar o seu desejo que as eleições só ocorram no fim da atual legislatura.
Não sai se terá sido um bom exercício de previsão política, tal foi o desinteresse do povo por estas comemorações (o que abarca o que por lá se disse), ao optar pela ausência e pela indiferença.
Desinteresse, também e ainda, por – cada vez mais – se perceber que PS e PSD são uma e a mesma coisa, e, de tanto não quererem qualquer crispação que possa conduzir a eleições antecipadas, se confundirão e passarão a ser um e um só dos polos do espectro político, o que todos os dias torna evidente que, a essa junção de interesses, só o Chega se opõe e oporá.
Um apelo presidencial que se estendeu a um pedido pelo abandono das trincheiras, pedido logo ignorado pelo líder do Partido Socialista… muito lesto a exigir ao Governo para que afaste o Chega das negociações de algumas matérias em discussão no Parlamento.
Uma lição feita de lições pequeninas… para sabermos com o que podemos contar… tanto em S. Bento como em Belém!
4.
Mas este foi também um 5 de outubro em que a saudação presidencial pelo compromisso encontrado, em sede de Orçamento de Estado, se seguiu ao conhecimento da vontade expressa, de algumas ex-figuras de destaque do PSD, que apelaram à constituição de um novo Bloco Central.
Tratam-se de quadros do PSD que – para além de, na sua esmagadora maioria, se acharem superiores aos políticos – não leram o livro “Contra o Bloco Central”, publicado em 1983, da autoria de Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, José Miguel Júdice e Conceição Monteiro.
Porque, se o fizessem e tivessem vivido os tempos do Bloco Central e do que isso significou – com a agravante de, desta vez, não terem ninguém carismático que ganhe eleições por eles e convide os filhos e os sobrinhos para o Governo – não diriam tanto disparate!
5.
Por último – e essa é a lição principal deste 5 outubro de 2026 – em todas as declarações, discursos, constatações ou posições políticas, há uma linha que se mantém constante: a do medo que o Chega ganhe as próximas eleições.
Não pelo que o Chega fará em defesa dos interesses e da melhoria das condições de vida de todos os portugueses, mas pelo medo que tēm de perderem os seus privilégios!
Um medo (cada vez maior) da força crescente do Chega, um receio de que André Ventura possa ganhar eleições e governar Portugal…
Um medo tão bem expresso pelo atual Presidente da Assembleia da Republica, ao tentar impedir que a CPI a Luís Neves inicie os seus trabalhos… uma CPI em que André Ventura decidiu – e muito bem – assumir a respectiva presidência.
Sem vergonha, sem razão, sem fundamento jurídico para isso… mas só e por causa desse enorme medo!!!
Estas são as lições de um 5 de Outubro, com um discurso do Presidente da República, que optou por citar Jorge Palma…
Confesso que prefiro citações de Camões, de D. Joao II, de Eça de Queiroz, de Gil Vicente, de tantos outros… mas nunca me passou pela cabeça ouvir citar Jorge Palma numas comemorações oficiais de um 5 de outubro!!!
Um 5 outubro que o povo já não comemora, que cada vez lhe apetece comemorar menos… até haver alguém que lhe volte a dar esperança e razões para acreditar.
E esse alguém… contra ventos e marés… mas com o apoio desse mesmo povo… será André Ventura!!!

Rui Gomes da Silva
Sabendo que o dirigente em causa [um duplo vice-presidente do Partido e do Grupo Parlamentar] nunca diria isso sem ter instruções para o afirmar ou sem obter concordância para o referir… então passamos a perceber que o desespero do PSD é tão grande que acha que só não será erradicado do mapa político português, como partido relevante, se conseguir ilegalizar o Chega.
Já sabíamos que os tolerantes do antigamente são os novos radicais e intolerantes, para quem os votos só contam se lhes derem a vitória.
Caso contrário, esses ex-tolerantes viram totalmente intolerantes e, como não podem culpar o povo, tentam impedir que eles possam escolher… muito especialmente se essas escolhas os afastarem do poder!
Vem isto a propósito do crescimento contínuo do Chega e da impossibilidade dos “velhos partidos do regime” pararem essa ascensão e previsíveis futuras vitórias.
A tese da ilegalização do Chega foi veiculada por dois maoístas, também admiradores de Enver Hoxha (o ditador albanês do século passado… para quem não se lembre), desde sempre conhecidos pelo seu radicalismo político.
Uma tese tão ridícula e tão incapaz de fazer o seu caminho, apesar das recentes referências, mesmo que, avaliando negativamente essa possibilidade, de uma Juíza do Tribunal Constitucional (em Macau, refira-se, porque o local tem o seu quê de coincidência), ideia logo desmentida pelo próprio Palácio Ratton!
Uma tese tão construída “a foice e martelo” por alguns, que a ideia só mereceu continuidade na SIC Notícias, com declarações gravadas e emitidas no mesmo dia das referidas afirmações, em Macau, dos tais dois ex-maoístas… que se vão prestando ao ridículo de defenderem a ilegalização política de cerca de 1/3 da vontade política dos portugueses (de acordo com os últimos estudos de opinião).
Nem que para isso seja necessário inventar falsas acusações, porque – para esses seguidores do Camarada Arnaldo de Matos, nunca é demais recordá-lo – “os fins justificam os meios”!
E se bem o pensam, melhor o executam… tão melhor… que Nicolau Maquiavel, ao pé deles, parece um menino.
Ontem, André Ventura e o Chega – com a acusação do MP no caso das Gémeas – obtiveram uma vitória brutal sobre o “centrão”, eterno defensor da impunidade e da relativização dos factos… se eles acabarem a condenar um dos seus!
E quando o óbvio era discutir essa decisão, a SIC Notícias – sempre a SIC Notícias – decidiu falar (ontem, mesmo) sobre a vandalização do gabinete de André Ventura na AR… como se a culpa do atraso da investigação fosse do Chega.
E se já a decisão de debater esse assunto era esquisita, no dia em que o MP deu razão a André Ventura, mais ainda esquisito foi o recurso ao testemunho de um ex-agente da PJ, que passou o tempo a insinuar que tinha sido o Chega a fazer tudo aquilo.
Mas ainda mais surpreendente foi a declaração de um duplo vice-presidente do PSD – do Partido e do Grupo Parlamentar – que veio deixar nas entrelinhas (para bom entendedor… e “à contrário”) que se não se descobrir quem foi, então isso faz com que tenha sido alguém do Chega, e a sanção só pode ser a ilegalização do Partido)
A tese é tão tonta e sem qualquer lógica… sabemos todos…
Mas, se até ontem, a estratégia da ilegalização era uma concepção radical do populismo de esquerda, sem qualquer adesão popular e institucional, ontem percebemos onde vai o desespero do PSD.
Sabendo que o dirigente em causa nunca diria isso sem ter instruções para o afirmar ou sem obter concordância para o referir… então passamos a perceber que o desespero do PSD é tão grande que acha que só não será erradicado do mapa político português, como partido relevante, se conseguir ilegalizar o Chega.
E por isso o tema deixou de ser um assunto de loucos, mas antes uma tentativa desesperada do PSD obstar ao seu desaparecimento da área do Governo e à sua redução a mero partido charneira (como há anos venho vaticinando) se, ajudado pelo MP e pelo TC, inviabilizar o Chega de concorrer e ganhar eleições!
Nunca julguei voltar a ser necessário defender a democracia com todas as nossas forças… perante esta nova inquisição!!!
Não acredito que a tese tenha algum vencimento… a não ser na cabeça de alguns loucos políticos e de alguns outros desesperados por terem medo de perder os negócios e a poder que lhes permite fazê-los.
Mas que lhes anda a passar pela cabeça… lá isso anda!
Pobre PSD!!!

Rui Gomes da Silva
Hoje – é um dado adquirido – Portugal está muito pior do que há um ano… [e] os próximos tempos – antecipo, sem correr o risco de ser muito pessimista – serão de uma crise tremenda!!!
Durante 52 semanas – precisamente 52 semanas -, aqui, neste espaço de liberdade que o 24Horas me concede, fui analisando e concluindo, de acordo com as minhas perceções e a realidade à nossa volta, o que é, o que devia ser e o que será a evolução da política portuguesa.
Durante um ano, este foi – sim, nunca é demais repeti-lo – um espaço de liberdade, mas, também, um espaço de combate político por aquilo em que acredito!
E, passado um ano – revisitando tudo que escrevi -, não mudaria uma só palavra, não reescreveria uma única frase, não alteraria uma que fosse de todas as ideias e as convicções que deixei expressas, de forma frontal e sem medos, como sempre estive na vida, desde que me conheço!
Eu sei que a experiência, tudo o que já vivi, de tudo o que passei, em tantos anos de ‘política’ (seja ela política mesmo… seja ela política desportiva) ajudam a perceber e a antecipar os futuros que, nos meses mais próximos, não me parecem irem ‘cantar’ tanto como alguns anunciam!
A vida – como li, como vi, como percebi, como aprendi – é feita de 3 ou 4 histórias que se repetem sem parar.
E – também por isso – os que, ainda hoje, julgam enganar os portugueses com apelos a uma estabilidade, como elemento estrutural para construir o futuro, não percebem que todos não a querem a todo o custo!
Sabem, por experiência própria, que essa mesma estabilidade é um bem instrumental… e, por isso, não pode ser ‘vendida’ como um adicional na nossa melhoria das condições de vida, mas apenas como um elemento dessa construção.
Também por isso, 52 semanas passadas, conseguimos, apenas, descobrir 52 semanas de uma luta entre os “obstinados com a sua própria agenda pessoal” (sejam eles negócios, um enorme receio de não ganhar eleições ou medo de que o futuro seja – em absoluto – do Chega) e André Ventura e os que – cada vez mais, todos os dias – acreditam ser com ele que poderemos inverter esta erosão de valores e de princípios que estão a abalar os fundamentos de uma História orgulhosamente feita de quase 900 anos.
Hoje – é um dado adquirido -, Portugal está muito pior do que há um ano.
Os próximos tempos – antecipo sem correr o risco de ser muito pessimista – serão de uma crise tremenda!!!
E, ainda assim, o Governo e os seus partidos (soubemos, agora, que o CDS, sozinho, elegeria 8 deputados, o que agrava ainda mais o crescente e irrecuperável desgaste do PSD) teimam em achar que está tudo bem, com leituras angélicas que sustentam as suas agendas pessoais, com negócios injustificáveis e manutenção de ministros por razões inconfessáveis!
Essa é a estabilidade dos interesses, onde todos se preparam para a queda de quem lá está…
Resta, do outro lado da equação, André Ventura…
Com um partido estabilizado, com um projeto consolidado, com um sonho para ser concretizado.
Os que têm medo hoje… serão sempre os derrotados de amanhã!!!
Os que se preocupam só com os seus negócios serão sempre os proscritos do futuro!!!
E os que se preocupam apenas com a tática serão sempre os derrotados por que tem uma estratégia, com valores e princípios… ajudado por uma determinação inabalável!
Com tudo isto, perceberão – todos – quem serão os derrotados de quem a História não se vai lembrar (nem sequer, porventura, do nome).
E quem serão… neste caso… será… o vencedor!
52 semanas depois de ter começado a escrever no 24Horas… o futuro continua cada vez mais previsível…
Porque tal como “o sol não se tapa com uma peneira”, também o futuro não se pára só por se ser contra ou ter uns negócios entre mãos e umas comissões chorudas para receber…
Porque quando o poder está refém de interesses e de chantagens de quem tem os dossiers do passado… não tem nenhum futuro!!!
Um futuro que, com tudo o que a crise vai trazer… e tudo o que o ‘regime’ tem medo, não demorará – sequer – mais 52 semanas.

Rui Gomes da Silva
Tenho – hoje – algumas ideias consolidadas sobre o que penso que poderá vir a ser a evolução da política portuguesa nos próximos meses.
Certezas que passam pela desilusão que Luís Neves está a interiorizar de não ir ter uma carreira política cheia de sucessos… porque a porta de saída do “comboio que apanhou em andamento” vai-se abrir muito em breve… e deixá-lo caído e abandonado, até ao fim de setembro.
E que – muito possivelmente – nesse apeadeiro, onde o abandonarão, serão deixados também mais um ou dois seus colegas deste percurso breve do “maior ex-polícia que Portugal teve em toda a sua História” (ai, se o Pina Manique ‘sabe’ destes autoelogios …)!!!
Que, nessa decisão já tomada e hipoteticamente comunicada ao Senhor Presidente da República, para não deixar o primeiro-ministro com fama de pau-mandado, se iniciará um processo de vingança de quem sai… que não vai deixar ficar muito tempo descansado… quem fica…
Até porque, se, quem sair, tiver mesmo ‘dossiers’ sobre quem fica, então, quem ficar… não ficará mais do que uns breves dias.
Tirando esta hipótese, sempre se poderá afirmar que, com esses movimentos, se acentuará a queda nas sondagens dos partidos do Governo, com o futuro a decidir-se numa bipolarização muito acentuada e visível entre PS e o Chega, com os portugueses, que não quiserem ver o PS a chegar, de novo, ao Governo, terem de votar no Chega.
Com alguns votos úteis… que terão de ser transformados em votos por convicção e com entusiasmo.
Que, com isso, se concretizará a minha leitura – assumida e publicada, há quase três anos, em livro (‘Não Tenham Medo da Mudança’, Lisbon Press, novembro 2023) – de que o PSD, como grande partido, acabará com esta direção, sendo este PM o último a sê-lo como seu militante!
Mas o seu fim político chegará muito mais depressa do que o mundo político poderá admitir neste momento, até pela vingança de uma remodelação… que alguns ‘remodelados’ não vão aceitar, com retaliações sobre quem tem essa responsabilidade (nunca é demais repeti-lo… não vão os interessados não terem percebido o aviso).
Mas Luís Montenegro não ficará sozinho com a responsabilidade de ter viabilizado a bipolarização em que o seu partido não será um dos polos, como o foi desde o 25 de Abril de 1974.
Será – é certo – o principal responsável por esse desastre, mas terá com ele, nessa culpa, não só a sua direção política, mas, também, os ‘senadores’ do partido, que, cegos com o ódio a André Ventura, foram a correr apoiar António José Seguro e, com isso, salvar o PS, mesmo em cima do soar do gongo de um combate que confirmaria o KO e, com isso, o desaparecimento do PS.
Esse erro político – de quem, na vida, sempre que ‘pensou sozinho… pensou mal – na perspetiva dos ‘velhos do Restelo do PSD’ será inevitável… tão inevitável como inevitável tem sido o crescimento do Chega… até chegar ao poder!
E a prova dessa inevitabilidade só tem comparação com a tontaria de alguns ex-políticos cujo prazo de validade já passou há muito (se é que o tiveram alguma vez… pelo apoio recebido ao longo da sua vida) com o apelo a ilegalizações de partidos junto do TC, logo criticadas por juízes desse mesmo Tribunal e desmentidas pelo próprio Palácio Ratton.
O estalinismo – nos casos concretos – e o maoísmo nunca deram grandes resultados em termos de democracia e respeito por que não pensa da mesma maneira.
Mas eis os novos ex-tolerantes… intolerantes derrotados dos próximos tempos!
Acabou (também, agora, em Portugal) a possibilidade de o regime se fechar e excluir quem, sendo democrata e respeitando os votos dos eleitores, pensa de maneira diferente!
Essa será a regra, esse será o limite… e, por isso, incapaz e insuscetível de ser contrariado!
Portugal será aquilo que os portugueses, pelo voto e em democracia plena, quiserem… e não o que alguns iluminados querem e julgam ser o melhor para todos nós. As elites, que perderam a possibilidade de reformar o regime, serão os únicos derrotados.
Portugal será aquilo que os portugueses, pelo voto e em democracia plena, quiserem… e não o que alguns iluminados querem e julgam ser o melhor para todos nós.
As elites, que perderam a possibilidade de reformar o regime, serão os únicos derrotados.
Estás são as minhas previsões!
Tudo no seu tempo…
Competindo ao PR a avaliação do momento em que achará que a degradação das instituições passou os limites e que o seu regular funcionamento está em causa…
Com uma única nota, cumprindo-se a democracia em todos as suas exigências… mais uma ou duas eleições… estamos a muito pouco tempo de André Ventura ser PM de Portugal
Anos??? No limite… alguns… mas muito, muito poucos… mesmo!!!

Rui Gomes da Silva
“Não seria mais fácil a Luís Montenegro substituir o Ministro e acabar com esta situação que desgasta, de forma permanente e irreversível, a imagem do Governo, com repercussões sérias a nível dos resultados das intenções de voto?
Claro que seria, mas, se Luís Montenegro não o faz, é porque não pode!!! “
Hoje, Luís Neves pensou que iria ter o seu clímax político, numa Comissão, quase à porta fechada, contra André Ventura!
Hoje, será discutida e votada a Moção de Censura a um Governo que teima em não descartar um Ministro que só o prejudica!
Hoje, o PS não votará essa mesma Moção de Censura, só porque ela foi apresentada pelo Chega, ficando em “contramão na auto-estrada” da ética política e da decência democrática!
Com isso e por causa disso, as “sondagens”, seja qual for o formato escolhido, retratam fielmente o que os portugueses pensam da atitude de cada um.
E nem o facto de – com essa discussão – o PM evitar os debates sobre as sucessivas e diferentes crises que abalam a governação (da Saúde, da Educação, da Habitação, agora já e também dos preços dos combustíveis), isso não tem ajudado à imagem do Executivo e ao apoio que os portugueses dão aos Partidos da maioria relativa que nos governa.
Chegados a este pressuposto, cumpre perguntar.
Não seria mais fácil a Luís Montenegro substituir o Ministro e acabar com esta situação que desgasta, de forma permanente e irreversível, a imagem do Governo, com repercussões sérias a nível dos resultados das intenções de voto?
Claro que seria, mas, se Luís Montenegro não o faz, é porque não pode!!!
Não seria mais fácil a José Luís Carneiro defender intransigentemente a tal moral republicana que tantas vezes é invocada pelos seus pares, sem ter de arrostar com a fama de conivência com esta forma de exercer o poder do Ministro?
Claro que seria, mas, se José Luís Carneiro não o faz, é porque não pode!!!
E não podem porque – é legítimo admiti-lo – Luís Neves saberá mais do que deveria de cada um deles, de muitos, no Governo e nos seus Partidos.
O mesmo se diga dos outros Partidos tão rápidos a puxar do gatilho dos valores e dos princípios, mas tão calados agora só para não estarem ao lado do Chega!
Num futuro próximo terão pena de não ter estado.
Já o PSD caminha a passos largos para uma irrelevância política tão previsível como tão difícil de acreditar poderia vir a acontecer, como vai.
E o PS, a caminho de um crescimento pequenino ao nível da ambição e do sonho dos que hoje o lideram!
Resta-nos – neste caso – o PR, cujo silêncio se compreende, por feitio e como antecâmara de uma posição irredutível, no campo dos princípios e da ética política.
Porque o facto de André Ventura ter toda a razão não deve levar ninguém a ser contra o que pensa, só por esse facto!
Ou será que os tais princípios também são relativos para cada um desses “pequeninos” ex-defensores da ética e da moral???
Um dia lamentarão ter apoiado Luís Neves, mas aí já será tarde para cada um deles e, o mais importante, para todos em conjunto.
Ganhará André Ventura: ganhará Portugal!!!

Rui Gomes da Silva
É bem conhecida a “oferta”, no meio de uma batalha da Guerra das Rosas, de “o meu reino por um cavalo”, de Ricardo III, na peça com o mesmo nome, de William Shakespeare.
E mesmo escrevendo estas linhas (hoje necessariamente curtas, por o serem antes de mais uma conferência de imprensa de Luís Neves e da reunião da Direção Nacional do Chega, para deliberar sobre a confirmação do anúncio de uma Moção de Censura ao Governo) arrisco dizer que, depois de tudo isso… “não haverá nada de novo (neste caso) no reino de Portugal”, recorrendo de novo a William Shakespeare, agora em Hamlet.
Na verdade, a situação em que o Governo e os seus Partidos se encontram, desta vez com a estranha presença aliada do PS, só pode ter comparação com uma tragédia!
Uma tragédia feita de medo, sem se perceber porque é que pessoas que sempre defenderam o contrário em toda a sua vida política, se desdobram, agora, em balbuciar desculpas para justificar o que nunca antes aceitaram…
Ou isso… ou escolhendo o silêncio, eles que foram sempre tão ciosos em apontar os seus dedos inquisitoriais a todos os que se afastaram da cartilha que defendiam, sem qualquer tergiversação!
Onde andam os defensores da “moral republicana” do PS, os autores materiais e morais dos “pacotes de transparência” do PSD ou os intransigentes da extrema esquerda do “homem novo” em construção, que o comunismo iria gerar?
Nada! Calados, com medo ou do que Luis Neves sabe deles, ou com medo de que esse seu posicionamento acabe por beneficiar o Chega…
E – confesso – no campo da política, não sei o que será pior…
Descobrir que há políticos condicionados na sua ação por alguém que “os tem na mão” ou constatar que, afinal, essa moralidade toda não passa de uma arma política, jogada de acordo com os seus interesses e não por valores!!!
Ontem, nas entrelinhas da entrevista de Andre Ventura ao NOW, ficou tudo dito, sem medo, sem cedências, ficou tudo referido, com as possíveis razões desses comportamentos, “deixadas cair” ao longo de mais de uma hora!
Que venha o Diabo e escolha, mas que depois não venham dizer que o líder da oposição não avisou.
Ontem, nas entrelinhas da entrevista de Andre Ventura ao NOW, ficou tudo dito, sem medo, sem cedências, ficou tudo referido, com as possíveis razões desses comportamentos, “deixadas cair” ao longo de mais de uma hora!
E como para bom entendedor, mesmo em política, meia palavra basta…
Nos tempos de hoje aquele “meu reino por um cavalo” quase que poderia ser dito por cada um dos dependentes do ainda MAI como “a minha carreira política pelos dossiers de Luís Neves”!!!
A minha – deles –, de tantos, obviamente (com as excepções que se contarão pelos dedos de uma mão).
Resta como não poderemos deixar de repetir, a coragem de André Ventura e a posição institucional do Presidente da República.
E como – pelo menos estes dois – não precisam dos dossiers de Luís Neves nem tudo acabará mal no reino de Portugal!

Rui Gomes da Silva
Numa semana em que se vai ouvir falar tanto de “Universidade de Verão”, recuperei, no “baú da memória”, o tempo de Sócrates à frente do Governo.
E com esse “regresso” lá encontrei as autoridades complacentes, a arrogância intelectual, a perseguição aos seus opositores, a acusação de conspirações – permanentes ou sucessivas – contra quem tinha a “responsabilidade de levar Portugal para diante”, o medo de quem devia escrutinar o poder, o silêncio dos que, no seu Partido, sabiam o que estava a acontecer, o apoio dos ingénuos bem-intencionados e o radicalismo, na defesa feita pelos beneficiados, com os favores do Governo!
Era o tempo de Sócrates, não o filósofo, mas o político que, hoje, se arrasta pelos tribunais a fazer tudo para gozar com a justiça portuguesa, fazendo-a arrastar-se nas suas decisões, com a esperança (já bem mais longe de ver concretizada) de a prescrição lhe dar a justificação de perseguido e a fundamentação para pedidos sucessivos de indemnizações que…ou muito me engano…ou vai ser mais um prego (dos grandes, tipo cavilha) no “caixão” desta IV República, agravando o estertor de um “regime” pelo qual já ninguém quer “meter as mãos no fogo”!
Um período em que o silêncio e a conivência de tantos – desde o topo da hierarquia do Estado até a muitos dos órgãos de comunicação social – fez, de um escândalo anunciado, uma normalidade que fazia de todos os que se lhe opunham como “radicais de direita”… quase fascistas (não vos faz lembrar nada ???).
Hoje, ninguém se reclama ou afirma ter estado com orgulho ao lado dele… ou, pelo menos, todos o omitem e, quando descobertos, arriscam um balbuciar de desculpas…
Há, até, alguns exemplos de moderação que foram dos mais empenhados defensores do “socratismo”, arrependidos que jogam, na falta de memória de uns e na idade de outros, essa mesma fama.
Pois, “mutatis mutandis” o PSD de hoje faz-me lembrar… muito, mesmo, o PS de Sócrates.
Um dia cairá com o mesmo estrondo com que Sócrates caiu, pelas mesmas razões que Sócrates foi derrotado, com o mesmo silêncio conivente do topo da hierarquia de Estado como que Sócrates contou, com o mesmo medo da comunicação social que tudo fez para Sócrates ser visto como um “menino de ouro”, com as mesmas surpresas de muitos em relação a tanta coisa que os tais (na altura, outros) “radicais de direita” iam chamando a atenção, até com os elogios de alguns do outro partido do regime que iam atrasando a queda de um “ídolo com pés de barro”!
Um dia, o PSD que restar depois deste consulado de negócios, depois desta liderança do PSD, perceberá que a recuperação será impossível.
Apesar de terem sido confrontados com os sucessivos casos…que (parafraseando Jorge Sampaio) são o que são e não os vou repetir!
Sabemos todos como vai acabar este Governo, apesar de…(parafraseando Durão Barroso) só não sabermos quando (embora, com toda a segurança, não daqui a muitos meses).
Podemos acreditar que quem – como o atual Presidente da República – não aceitou Sócrates, sendo do PS, não pode, hoje, aceitar “casos” como o da Spinumviva, o de Luís Neves, o das fragatas, o da privatização da segurança social, ou quaisquer outros…em silêncio!
Como não pode – pese embora a obsessão de não querer eleições que façam subir ainda mais o Chega – gostar de um líder do PS que fala sempre ao lado de tudo por não querer falar de nada!
Cada vez mais portugueses sabem hoje em quem podem acreditar porque já perderam o medo que lhes tentaram meter os que têm medo de perder o poder que têm: o poder de decidir por muitos a favor de alguns!!!
Porque sabemos, hoje, em quem podemos acreditar, para acabar, de vez, com este PSD cada vez mais parecido com o PS de José Sócrates!!!