Frase do dia

  • 'O que é que fazem primeiros-ministros e presidentes da República no X?', Paulo Portas
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Rui Gomes da Silva

Anteontem, 1.º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, afirmava… “Embaraço-me porque votei...

Anteontem, 1.º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, afirmava… “Embaraço-me porque votei AD”!

Uma declaração crítica face à indisponibilidade do Primeiro-Ministro em o receber, nessa qualidade, e muito menos em se dignar a estar presente nas comemorações oficiais da restauração da independência!

Uma ausência que tornou mais evidente o desconforto de Luís Montenegro em enfrentar os problemas e as vozes cada vez mais críticas de uma governação que teima em não se perceber que rumo quer levar.

Longe vão os anos de 1981 e 1982, em que tantos criticávamos a forma de exercer o poder, dentro do PSD (então “de” Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro), todo ele estruturado com base no “eixo” Lisboa-Cascais.

Hoje, esse mesmo PSD está refém dos interesses de um outro “eixo”, o de Espinho-Braga, alicerçado numa mesma lógica de grupo, bem mais fechado que o do início da década de 80 do século passado, unido – o de agora – por outras perspectivas que, reconheça-se, não eram as de quem, então, acompanhava o líder, como Marcelo Rebelo de Sousa ou António Capucho.

Uma nova versão de “Corte na Aldeia”, de Francisco Rodrigues Lobo, não já na exaltação da vida do campo e de elogio dos costumes, para além de forma de comunicar, como as que constavam da obrar de 1619, mas – antes – na maneira como escolheram fazer política e designar pessoas para todos os lugares onde possam “meter a mão”.

E se as opções para muitos cargos do Governo demonstram esse privilegiar da fidelidade e da pertença ao núcleo de “amigos” e “compagnons de route”, as novas escolhas ainda evidenciam mais essa preocupação.

Longe de Lisboa, mas com a “corte” transferida (na verdadeira acepção da palavra) para terras de Espinho, o PSD. que este novo “eixo” trata como coisa sua, vai fazendo escolhas que surpreendem a cada momento!

Como nos recentes casos da presidência da Associação Nacional de Municípios ou, até, dos ASD, onde optou pela fidelidade em vez da representatividade!

Quem, ao fim de 6 (no limite, 18) meses de exercício de poder, opta por esse caminho, já não tem margem nem capacidade para renovar nem apontar soluções diferentes e inovadoras para o País.

Limita-se – antes – a gerir e a pagar apoios, a colocar peças que sustentem e amorteçam uma queda mais do que previsível.

Reduz a sua ação apenas à transformação de fiéis “soldados” em “generais de aviário”, cuja única preparação foi e será a disponibilidade para apoiar o líder (e o seu fiel Secretário Geral, que sonha em ser o próximo líder) em tudo o que aí possa vir.

E que não será pouco… dirão os mais avisados… apesar da preocupação em não dar dinheiro ao Tribunal Constitucional para investigar… vá lá saber-se porque é que há tanta preocupação de quem manda em que nada se possa descobrir… apesar de já se saber tanto!

Confesso que não fico embaraçado… porque já não votei AD!

E não votei como tantos… desiludido com uma liderança reducionista na sua origem geográfica, limitada na sua fonte de recrutamento político, sem horizontes abertos na sua visão para Portugal.

Não posso ficar embaraçado de um erro que não cometi… mas compreendo o embaraço de quem o fez e – atrevo-me até – a antecipar a vergonha que sentirão, muito em breve, de o terem feito!

Parafraseando Nuno Melo, que enquanto Ministro da Defesa, representou o Governo nas referidas comemorações do 1.° de Dezembro deste ano … “cuidado, não caiam”!!!