António José Seguro é o novo Presidente da República de Portugal. É o mais votado da história da nossa Democracia,...
António José Seguro é o novo Presidente da República de Portugal. É o mais votado da história da nossa Democracia, por agora com 66,8%, terá um resultado final que multiplicará por 14 os valores da sondagem de dezembro de 2024, que lhe conferia apenas 4,7%, tendo ganho as eleições em todo o território nacional.
Não se espera que a evidência da grandeza do feito, fruto da visão estratégica, personalidade e posicionamento de António José Seguro, confira algum senso aos silêncios e às pronúncias que o desconsideravam como candidato apto para as funções de mais alto magistrado da nação, como se o exercício político, em vez de resultar das convicções e da expressão popular, fosse prerrogativa de triagens realizadas por seres ungidos de alega superioridade para se substituírem à vontade do Povo.
Não se vislumbra sequer um remoque de sensatez nas luminárias que povoam os espaço público e mediático a desqualificar, a desvalorizar e a ter opinião sobre tudo, a enunciar sucessivos “mas”, quando, apesar da clareza dos resultados e do perfil da presidência que António José Seguro enuncia nos discursos e na ação, se dedicam a efabulações de sinais contrários sobre o que vai ser, o que dever ser e o que poder ser em Belém, sempre com incontornáveis traços de preconceito e menorização do feito alcançado.
Seguro, que terá mais Povo que algum presidente teve, não contará com nenhuma dessas complacências mediáticas vigentes. Foi sempre assim e assim será. É a triste sina de um país mediático em proliferam os que nunca fizeram, abundam os dizem como se deveria fazer e pululam os que não aceitam quem possa ser e fazer diferente, mesmo quando tem o suporte da maior votação de sempre num Presidente da República.
Seguro terá a força política de quase 3 milhões e quinhentos mil votos, mesmo que, nas palavras de alguns, por inércia, por exclusão, sem dizer nada, sem discutir o que importa, sempre com qualquer coisa acessória ou surreal que sirva para desvalorizar uma das mais impressionantes vitórias eleitorais do Portugal democrático. Sem pudor ou vergonha no exercício, estão no limiar de considerarem a total ausência de mérito pessoal e política de Seguro na construção da vitória robusta.
Mais humildade, sensatez e noção do ridículo talvez não fosse mal pensado. Seguro teve contra si tudo isto, menos exposição mediática e uma inacreditável máquina de mentira, de desinformação e de degradação do espaço público, que conta com a complacência dos reguladores e da ERC, que confundem liberdade de expressão com a elevação do insulto ao novo normal. Ter escalas de deputados da República, pagos pelos contribuintes, para vociferar diariamente mentiras e desinformação, replicadas pelos apaniguados, é uma gangrena democrática inaceitável.
O povo falou de forma inequívoca, ao arrepio das bolhas político-partidárias e mediáticas, sublinhando que os posicionamentos adotados em antena estão desfasados do país e não contam para o essencial da formulação da opinião dos eleitores. Podem “encher chouriços” no espaço mediático, não contribuem para o esforço de construção de respostas para as pessoas e os territórios, incentivando a procura de fontes alternativas de informação. Podem afagar egos e até dar share de audiências de parte do país, mas não resolvem nenhum problema dos portugueses nem qualificam o debate público.
Os portugueses votaram quando queriam que se tivessem alheado, escolheram inequivocamente António José Seguro para Presidente. Pode custar a alguns, mas acabarão por o interiorizar e se sintonizar com as pessoas, o tal povo que disse com clareza o caminho que queria. A partir de 9 de março, é trabalhar com o mandato do povo. O maior que um Presidente teve na história da nossa democracia. Tudo por acaso, para alguns. Olhem que não!
António Galamba foi apoiante da candidatura de António José Seguro