Frase do dia

  • ''Não compreendo o que estás a fazer na Gronelândia'', Emmanuel Macron para Donald Trump
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António Galamba

Num tempo em que a política se tornou excessivamente reativa, dominada pela espuma dos dias e pelo comentário permanente, é...

Num tempo em que a política se tornou excessivamente reativa, dominada pela espuma dos dias e pelo comentário permanente, é essencial recuperar uma função que a democracia não pode dispensar: a exigência. Exigir que o Estado funcione, que as instituições respondam e que o futuro não continue a ser adiado em nome do curto prazo. É precisamente isso que está em causa nas próximas eleições presidenciais.

Portugal chega a este momento depois de mais de meio século de democracia e de décadas de integração europeia que moldaram profundamente o país. Esses ciclos trouxeram liberdade, estabilidade e oportunidades, mas não garantem, por si só, que o caminho continue a ser de progresso partilhado. Exigem hoje vigilância democrática, responsabilidade política e liderança institucional capaz de antecipar riscos e convocar soluções.

A Presidência da República não é um cargo decorativo nem um espaço de comentário político. É uma função de equilíbrio, de exigência constitucional e de representação do interesse nacional num tempo marcado por instabilidade internacional, transformação tecnológica acelerada, pressões sociais e desigualdades persistentes. Quando o sistema político tende a concentrar poder e a normalizar decisões de curto alcance, o papel do Presidente torna-se ainda mais decisivo.

António José Seguro apresenta-se como o candidato capaz de assumir essa exigência. Não para governar, mas para garantir que quem governa o faz com responsabilidade, respeito pelos limites constitucionais e atenção às vidas concretas das pessoas. A sua candidatura assenta num inconformismo claro perante problemas que se tornaram parte do quotidiano dos portugueses: o sofrimento de quem espera por cuidados de saúde, a dificuldade de acesso à habitação, a saída forçada de jovens qualificados, a persistência da pobreza e as desigualdades entre pessoas e territórios.

Estes não são temas de retórica eleitoral. São desafios estruturais que exigem visão de longo prazo e capacidade de mobilização nacional. Um país que envelhece e perde população ativa não pode navegar à vista. Um país onde o local de nascimento continua a condicionar o futuro não cumpre a promessa democrática. Um país que cresce em números, mas falha nas vidas concretas das pessoas, compromete o seu próprio amanhã.

Num contexto internacional cada vez mais instável, marcado por conflitos, transições económicas e incerteza tecnológica, o maior risco não é mudar demasiado, é não mudar o suficiente. É continuar a decidir sempre a pensar no próximo ciclo eleitoral. Um Presidente responsável deve ser capaz de chamar a atenção para esse desfasamento e exigir estratégia, previsibilidade e consensos fundamentais que sobrevivam às alternâncias de poder.

Há também um dado político incontornável. O sistema político português encontra-se hoje claramente desequilibrado à direita, no Parlamento, em muitas autarquias e no próprio clima do debate público. Neste contexto, a eleição presidencial ganha uma dimensão acrescida: evitar a acumulação de poder num só campo político e garantir que a democracia dispõe de pesos e contrapesos efetivos. A entrada de Luís Montenegro em socorro do Luís candidato evidencia o desespero dos partidos do governo e de quase tudo em terem em Belém uma extensão da sua visão política. Algo a que alguns, a pensarem mais na circunstância partidária do que no país, parecem indiferentes.

É aqui que o voto útil em António José Seguro assume pleno significado. Não se trata de apagar diferenças nem de reduzir a pluralidade democrática. Trata-se de garantir que essa pluralidade esteja presente no momento decisivo. Sem uma candidatura progressista com condições reais de chegar à segunda volta e vencer, a escolha final empobrece e afasta-se do país real.

Seguro afirma uma candidatura de equilíbrio, de um equilíbrio que respeita as escolhas eleitorais dos portugueses, mas não abdica da defesa da Constituição, do Estado Social, da dignidade humana e da igualdade de oportunidades. Num tempo de desinformação e ruído, exigir rigor, verdade e sentido de serviço público é também um ato político.

Votar em António José Seguro é, por isso, um voto de responsabilidade e de futuro. Um voto para exigir mais da política, mais das instituições e mais da democracia. Um voto para garantir equilíbrio hoje e preparar o país para amanhã.

António Galamba é apoiante da candidatura de António José Seguro