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  • “O Mundo não espera por nós”, António José Seguro
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Rui Gomes da Silva

Quando, a 9 de fevereiro de 1980, o Governo de Francisco Sá Carneiro decidiu valorizar o escudo, ao arrepio do...

Quando, a 9 de fevereiro de 1980, o Governo de Francisco Sá Carneiro decidiu valorizar o escudo, ao arrepio do processo de desvalorização deslizante a que Portugal se tinha comprometido, muitas foram as vozes discordantes, não percebendo o caminho que estava a ser seguido… embora estivesse em causa Portugal.

Foram, depois, “essas mesmas vozes” que vieram criticar as sucessivas decisões dos governos de Aníbal Cavaco Silva, no sentido do alargamento da proteção social a todos os trabalhadores, mesmo para aqueles que não tinham tido, até ali, qualquer história contributiva para a Segurança Social, embora estivessem em causa muitos portugueses.

Tal como então, também hoje se ouvem vozes de quem não acredita… de quem não tem, em si, a ambição suficiente para pensar e acreditar ser possível tal como André Ventura anunciou diminuir a idade da reforma em Portugal.

Um anúncio, um desígnio programático feito por quem já estudou minimamente o assunto (sem ser preciso recorrer ao velho ‘chavão’ de dizer que basta desviar para esses fins tantos e tantos subsídios concedidos indevidamente).

Um objetivo anunciado com uma coragem e uma disponibilidade total para lutar por essa diminuição da idade da reforma… mas também por uma verdadeira diminuição da carga fiscal, quer dos cidadãos, quer das empresas… por um empenhado projeto de diminuição de custos dos bens da primeira necessidade, da diminuição dos custos da habitação… ou do aumento, mesmo que progressivo, dos períodos de férias dos trabalhadores!

Só um projeto assim sustentado, desde logo, num aumento significativo da produtividade será capaz de mobilizar os portugueses, muito especialmente os mais jovens, que não podem ser testemunhas de um novo falhanço geracional, como aconteceu aos seus pais ou aos seus avós, sucessivamente, desde o 25 de Abril de 1974.

Só um projeto com estas características será suficientemente mobilizador para atrair aqueles que trabalham uma vida inteira na esperança em ter uma reforma condigna com o seu esforço…

Só um program assim será capaz de cativar os jovens que hoje vivem com um ordenado mínimo sem qualquer esperança de o poderem modificar em condições de absoluta normalidade…

Só uma ideia de futuro como esta poderá conter em si a esperança de uma vida substancialmente melhor, que não os obrigue a gastar 80% ou 90 % do seu rendimento numa habitação sem uma correspondência mínima com as suas necessidades…

Só concretizando todas estas ideias, poderemos crescer como Nação, dando todas as hipóteses aos jovens que quiserem ter filhos para combater o envelhecimento populacional do País europeu com as fronteiras estabilizadas desde há mais tempo.

A esses, que se apressam a engrossar as fileiras da esquerda a criticar o sonho de um Portugal diferente e a quem não ouvimos, então, uma crítica sequer sobre os efeitos orçamentais da introdução do RSI, por António Guterres, ou das consequências na criminalidade (ou, se quiserem, apenas, no ambiente de crispação permanente), no SNS ou na habitação, com a abertura descontrolada de fronteiras, de António Costa a esses, que não são suficientemente ambiciosos para acreditar num País bem melhor, que não julgam ser possível nem valer a pena combater por esse sonho, vamos lá provar que o podemos conseguir!

E que, desta vez, como Povo, sem os bloqueios do Sistema, o vamos conseguir!