Bill Gates, de 70 anos, voltou a pronunciar-se sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) no emprego, defendendo que, apesar das mudanças profundas que esta tecnologia trará, existem algumas áreas profissionais que deverão continuar a ser essenciais no futuro.
Segundo o empresário, a rápida evolução da IA poderá substituir muitas tarefas atualmente desempenhadas por humanos, mas há três tipos de trabalho que, na sua perspetiva, terão maior probabilidade de resistir a essa transformação.
Em primeiro lugar, destacou as profissões ligadas à programação e ao desenvolvimento de software. Mesmo com sistemas cada vez mais autónomos, será necessário haver especialistas capazes de criar, supervisionar e corrigir essas tecnologias.
Outra área que considera mais protegida é a da energia. A complexidade das infraestruturas energéticas e a necessidade de inovação constante tornam difícil uma substituição total por sistemas automatizados, exigindo conhecimento técnico e capacidade de decisão humana.
Por fim, Bill Gates aponta a biologia e as ciências da vida como campos onde o fator humano continuará a ser determinante. A investigação científica, especialmente em áreas como a medicina, depende de criatividade, pensamento crítico e interpretação de dados, competências que a IA ainda não consegue replicar plenamente.
O magnata sublinha que, embora a inteligência artificial venha a alterar profundamente o mercado de trabalho, também criará novas oportunidades. A chave, defende, será a adaptação: investir em competências relevantes e preparar as futuras gerações para um cenário profissional em constante mudança.