O Papa Leão XIV, de 70 anos, reagiu esta segunda-feira, dia 13, com firmeza, mas sem hostilizar, às declarações de Donald Trump (79), que o classificou como “fraco no combate ao crime” e “terrível para a política externa”, numa nova escalada verbal entre a Casa Branca e o Vaticano.
Falando aos jornalistas a bordo do avião papal, a caminho da Argélia, o pontífice garantiu que não tenciona recuar nas suas posições contra a guerra e em defesa da paz, sublinhando que a sua intervenção “não é política”, mas “radicada no Evangelho”.
A resposta do Papa surge depois de vários dias de tensão, alimentados pelas críticas que tem feito à guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão. Na última semana, o líder da igreja católica classificou como “verdadeiramente inaceitável” a ameaça de Trump contra este país do Médio Oriente e denunciou ainda a “ilusão de omnipotência” que, na sua leitura, está a alimentar o conflito.
Perante o ataque direto de Trump, o Papa recusou entrar numa lógica de confronto pessoal, mas deixou clara a sua posição: disse que continuará a falar “em nome dos que sofrem” e a defender “a paz, o diálogo e a cooperação multilateral” como alternativa à violência. Segundo a Reuters, Leão XIV afirmou mesmo que não tem medo de Trump e reiterou que a missão da Igreja é denunciar a guerra e procurar caminhos de reconciliação.
O episódio aprofunda um choque político e moral cada vez mais visível entre o Vaticano e Donald Trump. Mais do que uma troca de acusações, o confronto expõe duas visões opostas sobre poder, guerra e liderança internacional: de um lado, a retórica agressiva do presidente norte-americano; do outro, a insistência do Papa numa diplomacia assente na contenção, na justiça e na paz.