O arquivo Epstein, constituído por quase quatro milhões de ficheiros, contém um documento que lança sobre Patrick Drahi, empresário franco-israelita e dono da Altice, a suspeita de que está envolvido numa conspiração dos serviços de espionagem de Israel que tramou o famoso produtor Harvey Weinstein, a cumprir uma pena de prisão por crimes sexuais, e o próprio Jeffrey Epstein.
O ficheiro denuncia que uma presumível vítima de Weinstein – outrora um rei de Hollywood que o movimento ‘Me Too’ levou à desgraça – é afinal uma impostora que até se submeteu a uma cirurgia plástica. A denunciante, cujo nome está rasurado, aponta que as acusações contra Harvey Weinstein, pelo menos em boa parte, tiveram a mãozinha dos serviços secretos israelitas – a Mossad – com a ajuda do i24, o canal de televisão propriedade de Patrick Drahi.
Drahi é um fervoroso aliado do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o seu canal i24, que transmite em inglês, francês, hebraico e árabe, apoia sem hesitações a atual situação política em Israel. O empresário, de resto, como o 24 Horas já noticiou, prepara-se para assumir o controlo de outra cadeia de televisão, o Canal 13, um dos três canais mais importantes de Israel e que é visceralmente contra as políticas de Netanyahu.
A testemunha que denuncia a interferência do longo braço da Mossad na queda de Weinstein – e também na de Jeffrey Epstein – afirma que lhe piratearam o computador e o telemóvel. Denuncia, ainda, uma fraude com transferência de consideráveis quantias de dinheiro a partir do mercado financeiro de Londres.