O Benfica foi até à Choupana, onde mora o Nacional, vencer por 2-1. Os encarnados, orientados por José Mourinho, estiveram em desvantagem, quase até ao fim do jogo, fruto do golo do venezuelano Jesús Ramirez, aos 60′, mas o argentino Prestianni, num pontapé fantástico (89′), e o grego Pavlidis (94′), o verdadeiro pai Natal do clube da Luz (já apontou 10 no campeonato), protagonizaram a reviravolta no marcador, levando à loucura os adeptos presentes nas bancadas.
Com esta vitória na Madeira, o Benfica mostra estar vivo na Liga: permanece no 3.º lugar, mas com os mesmos 28 pontos do Sporting, próximo adversário das águias no campeonato (sexta-feira, dia 5, às 20:15, na Luz), e a três do líder, FC Porto, ambos com menos um jogo, enquanto o Nacional, que ampliou para quatro a série de jogos sem vencer, mantém-se no 11.º lugar, com 11.
No final da partida, José Mourinho, de 62 anos, era um homem feliz. “Vocês já me conhecem, não dou tangas, não invento histórias. Hoje, se nós perdêssemos este jogo, dava os parabéns aos meus jogadores. A única coisa que eles não fizeram, se nós tivéssemos perdido por 1-0, foi fazer golo. Eles fizeram tudo bem. Num campo difícil, com um adversário difícil, com um perfil de jogo que eu não comento, porque não tenho nada a comentar o jogo que fazem os meus adversários, difícil a perder 1-0 completamente contra a justiça do jogo, que é um golpe duro…”, disse o treinador do Benfica, acrescentando: “Só para dar um exemplo do nível de entrega dos jogadores: hoje, se perco o jogo, seria, obviamente, uma frustração grande. Não quero nem imaginar o que é que diriam todos aqueles que comentam futebol em Portugal. Mas, para mim, é importante aquilo que vejo, aquilo que sinto. E aquilo que vi, aquilo que senti, foi uma boa equipa a jogar bem, com as suas limitações, porque nós temos limitações… Por isso é que festejei tanto, porque quis, imediatamente, dar-lhes aquele reconhecimento, porque a vitória é deles.”