O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que chegou a temer ser capturado pelos Estados Unidos. Numa entrevista exclusiva ao El País, respondeu afirmativamente que temeu que o seu destino pudesse ser o mesmo do líder venezuelano.
Segundo Petro, o receio surgiu após declarações públicas e sinais vindos do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantaram a possibilidade de uma acção mais dura dos Estados Unidos na região. O líder colombiano admitiu que, durante alguns dias, considerou real o risco de uma operação contra si.
O clima começou a aliviar após uma conversa telefónica entre Petro e Trump, realizada esta semana. Depois do contacto, o presidente colombiano disse acreditar que as ameaças ficaram “congeladas”, embora tenha reconhecido que o cenário internacional continua imprevisível.
Trump anunciou posteriormente que os dois presidentes deverão encontrar-se nos Estados Unidos no início de fevereiro, encontro que, segundo o próprio líder norte-americano, servirá para discutir temas como segurança, combate ao narcotráfico e a relação bilateral entre os dois países.
Petro afirmou ainda que não reforçou a sua segurança pessoal e sublinhou que a Colômbia não dispõe de sistemas avançados de defesa, reforçando que a sua principal protecção é o apoio do povo colombiano.
O episódio reacende o debate internacional sobre soberania e os limites da intervenção externa na América Latina, sobretudo após a recente actuação dos Estados Unidos na Venezuela.