Na sequência de uma imagem partilhada pela Direção-Geral de Saúde (DGS) nas redes sociais, esta segunda-feira, dia 1, a propósito do Dia Internacional da Luta Contra a SIDA, que exibia um grupo de pessoas negras de punho em riste sob a frase “A SIDA Não Acabou”, a autoridade de saúde nacional foi alvo de diversos comentários que a acusam de discriminação e racismo.
Depois da polémica, a DGS apagou a publicação e, em declarações à Lusa, rejeitou qualquer tipo de discriminação, afirmando que apenas publicou uma imagem divulgada pela ONUSIDA em favor daquela data.

“A DGS rejeita discriminação seja por que motivo for, designadamente, sexo, raça, cor, origem étnica ou social ou outros”, assegurou fundamentando-se na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.
Na mesma nota declarativa, a entidade tutelada pelo ministério da Saúde acrescento: “A DGS, por ocasião do Dia Mundial da Sida, partilhou hoje uma imagem produzida e disponibilizada pela ONUSIDA para o Dia Internacional da Luta contra a Sida, com a devida tradução em português. A mesma foi partilhada com parceiros comunitários e por alguns igualmente divulgada.”-
Adiantando ainda que o principal objetivo da imagem da campanha era alertar que a SIDA “ainda não acabou e que há um caminho a percorrer, em todo o mundo, para mitigar os riscos e alcançar”, a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a SIDA até 2030.
Após o sucedido na segunda-feira, durante o dia, a DGS substituiu a sua publicação pelo post original da ONUSIDA, com a mesma mensagem mas em inglês (Aids is not over), alegando que pretendia para a perceção da mensagem e da sua origem “sempre em pleno respeito pelos direitos humanos”.