O Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) está a pôr em causa a presença de dois polícias, destacados em permanência, para a zona AT1/Figo Maduro, no aeroporto de Lisboa.
Apesar de o SIAP ter denunciado o caso em agosto, a situação mantém-se, confirma ao 24Horas Carlos Torres, presidente do sindicato. O SIAP argumenta que na zona AT1/Figo Maduro, convertida de plataforma militar em plataforma civil, os oficiais desempenham funções de controlo de acessos e verificação de pessoas, “tarefas que, no restante perímetro aeroportuário, são asseguradas por segurança privada contratada pela concessionária”.
O 24Horas confrontou o Ministério da Administração Interna com esta situação, que delegou o comentário na Direção Nacional da PSP. “Seguindo os requisitos da segurança da aviação, o controlo de fronteira de segurança entre a plataforma civil e a área militar (AT1), implica a presença, em permanência, de um mínimo de dois polícias, de acordo com a avaliação de segurança efetuada”, justifica ao 24Horas a PSP. Aliás, acrescenta a PSP, não se trata de uma novidade, mas sim de uma determinação de um decreto-Lei de 2019, que determina que estas funções sejam asseguradas em serviço público.