O departamento de Justiça norte-americano divulgou novos pormenores do caso do assassinato de Nuno Loureiro, o físico português que morreu às mãos de Cláudio Neves Valente também ele português, que assassinou ainda dois estudantes nos Estados Unidos da América. As autoridades revelaram o conteúdo de inúmeros vídeos que encontraram, onde o assassino confessa os seus crimes e admite que planeou o ataque durante três anos.
Depois de, a 13 de dezembro, matar dois estudantes e ferir nove pessoas no campus da Brown, universidade onde foi aluno, Neves Valente dirigiu-se a Brooklin, onde matou o físico e compatriota Nuno Loureiro na sua residência, a 15 de dezembro. Passados apenas três dias, deste crime o homicida foi encontrado morto num armazém em New Hampshire. No decorrer das buscas no local, o FBI detetou um aparelho eletrónico que permanecia junto ao corpo do português, que continha vídeos em que este confessava os crimes cometidos e detalhava pormenores sobre o seu planeamento.
Segundo os dados revelados pelas autoridades americanas, nas gravações o atirador admitia já estar a planear o “ataque à universidade de Brown há muito tempo” e sublinhou que não sentia culpa pelos crimes que iria cometer.
“Não vou pedir desculpa porque, durante toda a minha vida, ninguém me pediu desculpas sinceras”, afirmou.
Recorde-se Cláudio Neves Valente e Nuno Loureiro, que atualmente lecionava no MIT, foram colegas de curso no Instituo Superior Técnico, em Lisboa, instituição onde Neves Valente também chegou a ser monitor. Apesar das confissões reveladas pela justiça dos EUA, não foi divulgado qualquer motivo para o assassinato do físico português.