O preço médio de venda ao público (PMVP) dos combustíveis registou uma descida no quarto trimestre de 2025, de acordo com dados divulgados esta quinta-feira, dia 15, pela EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis. A exceção foi o GPL Auto, que subiu ligeiramente em cadeia, embora tenha caído em termos homólogos.
Segundo a EPCOL, o PMVP da gasolina simples 95 foi inferior em 0,1 cêntimos por litro (-0,1%) face ao terceiro trimestre e em 0,8 cêntimos (-0,5%) quando comparado com o mesmo período de 2024. Já o gasóleo rodoviário registou uma descida de 0,3 cêntimos (-0,2%) em cadeia e de 1,6 cêntimos (-1,0%) em termos homólogos.
Em sentido contrário, o GPL Auto aumentou 0,4 cêntimos por litro (0,5%) face ao trimestre anterior, embora tenha apresentado uma redução expressiva de 7,7 cêntimos (-8,5%) face ao quarto trimestre de 2024.
No caso da gasolina 95, a descida resultou sobretudo da redução das cotações internacionais e do sobrecusto da incorporação de biocombustíveis, efeitos parcialmente compensados pelo aumento dos custos de Armazenagem, Distribuição e Comercialização (ADC) e pela subida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Dinâmica semelhante foi observada no gasóleo, onde a queda das cotações e dos custos de ADC compensou o aumento do ISP.
No último trimestre de 2025, o litro de gasolina 95 foi vendido, em média, a 1,695 euros, o gasóleo rodoviário a 1,568 euros e o autogás a 0,826 euros. A carga fiscal representou 56,5% do preço da gasolina, 51,4% do gasóleo e 39,0% do GPL Auto.
Na comparação internacional, Portugal apresentou preços finais superiores aos de Espanha na gasolina e no gasóleo, mas inferiores no autogás. Face à média da zona euro, o PMVP nacional foi mais elevado na gasolina e no GPL Auto, e ligeiramente inferior no gasóleo.
A EPCOL alerta, contudo, que estas comparações devem ser interpretadas com cautela, uma vez que os métodos de reporte de preços e o nível de incorporação de biocombustíveis variam entre países da União Europeia.