Portugal regista uma mobilização histórica nas eleições presidenciais, com os cidadãos a acorrerem às urnas em números sem precedentes nas últimas décadas. De acordo com os dados oficiais, até às 16:00, o número fixava-se nos 45,51% dos mais de 11 milhões de eleitores que já tinham exercido o seu direito de voto, o que representa um salto de dez pontos percentuais face a 2021 (35,44%) e supera largamente os 37,69% verificados em 2016.
O facto já fez com que Portugal fosse notícia lá fora devido à elevada afluência às urnas nesta corrida a Belém. No “El Mundo”, por exemplo, escrevem que a elevada participação é atribuída ao cenário político de incerteza e competitividade, sendo estas consideradas as eleições mais abertas da história da democracia portuguesa. Com pelo menos cinco candidatos na corrida com possibilidades reais de disputar uma segunda volta, o interesse do eleitorado foi galvanizado.
Os valores atuais igualam os registos de 2006 (45,56%), ano da primeira eleição de Cavaco Silva. A escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa decorre sem incidentes, num dia que poderá marcar o fim de um longo ciclo de abstenção em Portugal.