O presidente da Colômbia criticou os Estados Unidos por serem o primeiro país a bombardear uma capital sul-americana, após o ataque de sábado a Caracas, dizendo que nem Netanyahu, Hitler, Franco ou Salazar o fizeram.
“Os EUA são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade. Nem Netanyahu o fez, nem Hitler, nem Franco, nem Salazar. Que medalha terrível essa, porque os sul-americanos não a esquecerão durante as próximas gerações”, escreveu no domingo Gustavo Petro, na rede social X. Para o Presidente colombiano, “a ferida fica aberta durante muito tempo”, mas “a vingança não deve existir” porque “mata o coração”.
“Os parceiros comerciais têm de mudar e a América Latina tem de se unir ou será tratada como um servo e escravo e não como o centro vital do mundo. Uma América Latina com capacidade para compreender, negociar e unir-se a todo o mundo. Não olhamos apenas para o norte, mas em todas as direções”, escreveu o dirigente, numa longa mensagem.
Horas antes da publicação da mensagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Petro, a quem acusou de “fabricar cocaína”, com o envio para a Colômbia de uma missão norte-americana como a que atacou vários pontos da Venezuela e capturou Maduro.
Trump disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial que, tal como a Venezuela, “a Colômbia também está muito doente”, acrescentando que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não vai fazer durante muito tempo”.
A este respeito, Petro disse: “Rejeito profundamente que Trump fale sem saber, o meu nome em 50 anos não aparece nos ficheiros judiciais sobre tráfico de droga, nem antes nem agora. Pare de me caluniar, senhor Trump”. “Não lê a história da Colômbia e é por isso que falha quando nos critica. Só deve reunir-se com os seus funcionários especializados em investigações sobre drogas na Colômbia a quem eu ajudei com as minhas próprias investigações como senador da República de esquerda da Colômbia e do seu povo”, acrescentou o presidente do país andino.
Veja as declarações de Gustavo Petro: