A situação de instabilidade política na Guiné-Bissau toma um novo rumo, com o Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, a convocar eleições gerais no país para 6 de dezembro.
O general, nomeado para a presidência pelo Alto Comando Militar, que tomou o poder de assalto em novembro de 2025, agendou nova data para as eleições presidenciais e legislativas, através de um decreto presidencial assinado esta quarta-feira, na sequência de uma audiência com os órgãos de transição que governam o país africano. Na audiência esteve também presente o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té.

Depois de chegar ao governo através de um golpe de estado, o Alto Comando Militar suspendeu a atividade dos mais de 40 partidos legalizados na Guiné-Bissau e substituiu o parlamento e a Comissão Nacional de Eleições pelo Conselho Nacional de Transição. Uma das principais medidas já levadas a cabo pelos militares foi a revisão constitucional, reforçando os poderes do presidente.
Recorde-se que a 26 de novembro, dois dias após as eleições gerais, o Alto Comando Militar protagonizou um golpe de Estado que derrubou o executivo de Umaro Sissoco Embaló, por alegadas irregularidades no processo eleitoral. O ato de revolta foi tomado pouco antes de serem revelados os resultados eleitorais que apontavam Fernando Dias como o próximo Presidente da República.