Vladimir Putin, de 73 anos, não acredita que a Ucrânia esteja preparada para negociar o fim da guerra, mas garantiu que a Rússia quer colocar um ponto final no conflito, de forma pacífica. As declarações foram feitas esta sexta-feira, dia 19, e transmitidas nas televisões.
Putin começou o discurso por culpar a Ucrânia pela continuidade da guerra e por não querer “terminar este conflito por meios pacíficos”. Ainda assim, o líder russo reconheceu que há “alguns sinais” que indicam que a Ucrânia pode querer iniciar “algum tipo de diálogo”.
Contudo, o número 1 do Kremlin salientou que o fim da guerra depende dos princípios que já delineou há um ano, que acabaram por ser rejeitados pela Ucrânia. Nessa altura, Kiev considerou que as condições eram “irrealistas”, já que implicavam concessões territoriais.
O presidente russo deixou ainda um elogio aos “esforços sérios de Donald Trump para concluir este conflito”.
Sobre as negociações da União Europeia, Vladimir Putin garantiu que seria um “roubo” usar ativos russos congelados: “Um roubo é um furto secreto de propriedade. Mas aqui eles tentam fazê-lo abertamente. É um assalto. Mas por que eles estão a falhar? Porque as consequências serão severas.”