O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta sexta-feira que o Governo acompanha “com proximidade e com conhecimento de causa” a atividade militar na Base das Lajes. Perante o fluxo invulgar de meios dos EUA nos Açores, o Chefe de Estado sublinhou que “não vale a pena fazer especulações”, garantindo que não há surpresas no cumprimento dos acordos bilaterais de defesa.
Contudo, a realidade no terreno revela uma mobilização excecional. A aterragem, esta manhã, de um Lockheed C-5M Super Galaxy — a maior aeronave de transporte estratégico da Força Aérea norte-americana — simboliza o reforço de Washington nesta região. Este colosso dos céus junta-se a um contingente que, segundo especialistas, não era visto na Ilha Terceira com esta densidade desde a Guerra do Iraque, em 2003.
Atualmente, a placa das Lajes conta com dezenas de aeronaves, incluindo 12 aviões de reabastecimento e caças de combate, num movimento logístico que coincide com a escalada de tensão entre os EUA e o Irão. Embora o Ministério da Defesa mantenha o silêncio operacional, a presença do C-5M e o volume de tropas confirmam que os Açores recuperaram o seu papel de plataforma vital para a projeção de poder pesado dos EUA rumo ao Médio Oriente.