Uma empresária da Marinha Grande apelou na sexta-feira, dia 30, à intervenção do Exército para a realização de patrulhas de segurança nas zonas industriais da região, alertando para alegadas situações de saque na sequência dos estragos provocados pela depressão ‘Kristin’, como o 24Horas noticiou. Mas há mais revolta e denúncias graves.
No entanto, Maria Almeida, coproprietária de uma empresa de moldes na Marinha Grande e citada pela agência Lusa, não é a única a denunciar problemas de segurança. Em declarações exclusivas ao 24Horas, o proprietário da empresa de construção Briticasa, Alfredo Brites, revela estar a ser vítima de furtos numa obra situada no centro da cidade de Leiria (desde ferramentas a parafusos), após a passagem do temporal.
“Tudo o que eram andaimes e gruas ficou no ar. Nos prédios onde tínhamos materiais, os telhados voaram com a tempestade. Depois disso, passaram lá pessoas e saquearam tudo”, acusa, desolado e revoltado.
Segundo o empresário relata ao 24Horas, a situação de insegurança é agravada pela falta prolongada de eletricidade e de comunicações no concelho de Leiria. “Não há luz durante a noite, não há comunicações, não há alarmes e não há presença policial.”
Questionado sobre se os furtos se limitam às zonas industriais, Alfredo Brites alerta que a situação já se está a alastrar a áreas residenciais. “As casas começaram também a ser saqueadas!”