Coimbra está a retirar entre 2800 a 3000 pessoas das suas casas devido ao elevado risco de cheias no rio Mondego, disse a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa.
As autoridades estão em alerta devido ao agravamento das condições meteorológicas e ao consequente aumento dos caudais no rio Mondego, que abrem a possibilidade dos diques colapsarem e provocarem grandes inundações. “Se um dique rebenta é como uma bomba”, resume a presidente da autarquia.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, avisou que “há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar”.
Durante uma conferência de imprensa esta noite em Coimbra, Pimenta Machado sublinhou que, face às previsões de chuva intensa para os próximos dias, a prioridade é proteger as populações: “Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco.”
De acordo com o presidente da APA, a região poderá enfrentar “dois dias em que chove 20% do que chove num ano” e garantiu que a situação irá ser acompanhada durante toda a noite.
Devido à situação preocupante, além de Coimbra, também nos concelhos de Soure e Montemor-o-Velho foram retirados moradores das suas casas como medida de precaução para não correrem perigo em caso de possíveis inundações.
As equipas de Proteção Civil e a Câmara Municipal de Coimbra estão a monitorizar a bacia hidrográfica, com especial atenção para a Ponte-Açude de Coimbra. As autoridades explicam que tentam “perceber se temos condições de que aqui no açude de Coimbra nunca seja ultrapassado o valor dos dois mil metros cúbicos por segundo [m³/s], que é o valor para o qual os diques foram dimensionados”.
Devido a esta possibilidade, as atividades letivas para quarta-feira, dia 11, foram suspensas em todas as escolas localizados nas freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.