A direção do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade vai ter mudanças. A antiga deputada comunista Rita Rato, 43 anos, não continuará à frente da instituição, depois de a empresa municipal responsável pela gestão de vários equipamentos culturais de Lisboa ter decidido não renovar o seu mandato.
De acordo com a informação transmitida à agência Lusa, a decisão foi comunicada pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), entidade que tutela o museu localizado em Lisboa. O mandato termina no início de abril, altura em que a atual responsável cessará funções na instituição.
Rita Rato, recorde-se, assumiu a direção do Museu do Aljube em 2020. Ao longo deste período, o museu registou uma média anual de cerca de 45 mil visitantes, e ultrapassou os 270 mil no total durante os anos da sua liderança.
A antiga deputada do PCP fez também um balanço dos anos enquanto esteve à frente do museu e mostrou-se “orgulhosa” pela trabalho “árduo” desenvolvido e destacou as iniciativas educativas, exposições temporárias e projetos ligados à preservação da memória da resistência à ditadura em Portugal. Entre as ações realizadas contam-se atividades com escolas, formação para docentes e a criação de um arquivo digital com milhares de documentos disponíveis online.
