A Fundação José Saramago questionou os critérios para a exclusão do Nobel da Literatura das Aprendizagens Essenciais (AE) de Português do Ensino Secundário. A proposta, em fase de revisão preliminar, retira a obrigatoriedade de obras como ‘Memorial do Convento’ e ‘O Ano da Morte de Ricardo Reis’.
Num comunicado, a fundação presidida por Pilar del Río pergunta se a alteração abrangerá outros autores do cânone, tornando-os meras sugestões de leitura: “Qual o critério para esta alteração?”, pode ler-se no comunicado.
“Esta alteração também abrangerá outros autores que integram o cânone da Literatura Portuguesa, colocando-os como de leitura sugerida e não obrigatória?”. O Ministério da Educação ainda não esclareceu estas dúvidas relativas ao novo plano para o 12.º ano.
A Fundação sublinha que não pretende opor-se à entrada de novos autores, como Mário de Carvalho — cuja obra “Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde” deverá ser introduzida —, referindo que o escritor é “merecedor de toda a admiração”.
Contudo, propõe que a conjunção “ou” seja substituída por “e”, permitindo que Saramago e Mário de Carvalho coexistam no programa. A proposta está em consulta pública até 28 de abril.