O país perdeu quase 500 profissionais de segurança em 2025, registando uma redução global de 430 efetivos, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) entregue esta terça-feira, dia 31, no Parlamento.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi a força que mais contribuiu para este saldo negativo, contando atualmente com 19.661 elementos após a saída expressiva de 659 agentes, 168 chefes e 69 oficiais ao longo do último ano.
Também a Guarda Nacional Republicana (GNR), que totaliza 23.549 efetivos, viu o seu número de militares diminuir; apesar da entrada de 715 elementos, registaram-se 780 saídas.
Em sentido inverso, a Polícia Judiciária (2.032 elementos) e a Polícia Marítima (522 militares) conseguiram crescer, com a PJ a admitir 136 profissionais face a 45 saídas, e a Polícia Marítima a registar 51 entradas contra 18 baixas.
No total, as quatro forças somam 45.764 profissionais num ano marcado por elevada perigosidade operacional: um agente morreu em serviço, 10 sofreram ferimentos graves com hospitalização, 755 ficaram ligeiramente feridos e houve ainda 549 casos de agressões a polícias sem lesões registadas.