Frase do dia

  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
Search

António José Seguro, hoje candidato presidencial apoiado pelo PS, bem pode agradecer ao PSD o tê-lo livrado de cumprir o serviço militar. É que em 1988, terminada a recruta, feita no Lumiar, uma oportuna requisição de um ministro de Cavaco, livrou-o da farda e das obrigações militares. Recebeu guia de marcha, e ‘assentou praça’, não em nenhum quartel, mas num cómodo gabinete da Casa dos Bicos. Tudo para poder preparar, livre da tropa, o ‘ataque final’ à liderança da Juventude Socialista.

A história conta-se em duas penadas: corria o ano de 1987, estávamos nos primórdios do cavaquismo, e o PSD, pela mão de Cavaco Silva (de quem havia de ser?), tinha obtido a sua segunda vitória consecutiva nas eleições legislativas, dessa vez por maioria absoluta. O PS, por seu turno, vivia um dos piores momentos da sua história, apesar de Mário Soares ter sido eleito um ano antes Presidente da República: com Vítor Constâncio à frente, tinha obtido apenas pouco mais de 22 por cento dos votos, e avizinhavam-se tempos difíceis para o Largo do Rato.

O cavaquismo tinha trazido para a primeira linha da política alguns ‘jovens turcos’ como, por exemplo, Fernando Couto dos Santos que, depois de no primeiro governo ter sido secretário de Estado da Juventude, em 1987 tinha acabado de ser promovido a ministro-adjunto do primeiro-ministro, mantendo a pasta da Juventude, uma das principais apostas de Cavaco na altura.

Viviam-se no PSD tempos de euforia. Com os socialistas ainda a recuperar do choque eleitoral, na S. Caetano avizinhava-se um longo ‘consulado’ de Cavaco à frente do país. A JSD, a organização juvenil dos laranjas, também não escapava a essa euforia. Carlos Coelho, hoje um dos responsáveis da campanha presidencial de Luís Marques Mendes, era então o presidente (foi-o durante quatro anos) e movimentava-se com um enorme à-vontade nos bastidores do poder.

‘TOZÉ’ E CARLOS COELHO: TÃO AMIGOS QUE NÓS SOMOS…

Pese embora as diferenças partidárias, Coelho era amigo de António José (‘Tozé’) Seguro, um jovem socialista que começava a dar nas vistas e que não escondia o desejo de um dia vir a ser líder da Juventude Socialista (JS), a estrutura do PS que rivalizava com a JSD, e que era então liderada por José Apolinário. Mais: o social-democrata também não escondia o desejo de querer ver o seu amigo Tozé à frente da JS, e estava disposto a ajudá-lo nesse objetivo. Tinham-se conhecido no Conselho Nacional de Juventude, uma plataforma composta por organizações nacionais de juventude, de que Seguro era presidente, e desde aí nascera uma amizade que dura até aos dias de hoje.

Carlos Coelho, líder da JSD no final dos anos 80, e que ‘apadrinhou’ o amigo Tozé em livrar-se da tropa

Um dia, Carlos foi procurado pelo seu amigo Seguro. Precisava de uma ‘cunha’. Tinha acabado de ser chamado para a tropa – ia cumprir a recruta na EPAM (Escola Prática de Administração Militar), ali no Lumiar. Uma unidade ‘fofinha’, mas que trocava as voltas às suas ambições político-partidárias, até porque o Serviço Militar Obrigatório (SMO) tinha então ainda uma duração de um ano e 3 meses…

DESTRO…ÇAR!

Vasco Graça Moura, presidente da Comissão Nacional dos Descobrimentos, e Fernando Couto dos Santos, ministro que tutelava aquele que foi o lugar arranjado pelo PSD a António José Seguro

Coelho não hesitou um segundo em ajudar. Falou com o estado-maior do partido, bateu à porta de Eurico de Melo, na altura ministro de Defesa, e acabou a combinar com Couto dos Santos, um dos meninos-bonitos do cavaquismo, como é que iriam safar o amigo Tozé da tropa. A solução parecia simples: ‘encaixar’ Seguro na Comissão Nacional dos Descobrimentos, uma estrutura governamental liderada por Vasco Graça Moura, e tutelada pelo próprio Couto dos Santos, destinada a comemorar os 500 anos das nossas descobertas.

Dito e feito. Depois da necessária ‘luz verde’ de Cavaco, lá saiu a oportuna requisição do ministro para que Seguro largasse as botas, despisse a farda, arrumasse a boina, e rumasse do Lumiar até ao Campo das Cebolas, onde um lugar mesmo a jeito na Comiss Nacional dos Descobrimentos o esperava.

Não ter de cumprir a totalidade do tempo do serviço militar, foi decisivo para que, em 1990, António José Seguro tivesse sucedido a José Apolinário à frente da JS
 

A partir daí, a história é conhecida: presidente da JS entre 1990 e 1994, deputado a partir de 1991, mais tarde secretário de Estado de António Guterres, de quem foi também ministro, eurodeputado, líder do PS por três anos (2011-2013), e agora candidato a Presidente da República e também, por inerência, a comandante supremo das Forças Armadas…

Nota: o 24Horas contactou a assessoria de António José Seguro no sentido do candidato poder comentar estes factos, mas até à hora de publicação desta notícia não obteve qualquer resposta.

Recomendado para si

A evolução da campanha eleitoral para as presidenciais tem sido marcada, apesar de os candidatos o negarem, pela divulgação dos resultados da tracking poll da Pitagória para a TVI/CNN Portugal. Mas afinal, quais são as características desta técnica de pesquisa da opinião pública?  “Quando é realizada na proximidade das eleições, permite detetar aqueles pequenos movimentos que, eventualmente,…
Na nova edição do programa ‘E a América aqui tão perto’, Adalberto Campos Fernandes faz uma radiografia ao sistema de saúde norte-americano, onde a excelência tecnológica convive com profundas desigualdades de acesso. A partir de uma análise sociopolítica, o ex-ministro da Saúde, numa entrevista conduzida por Luís Campos Ferreira, aborda os limites às reformas, o peso dos lobbies, o papel dos…