O governo do Sri Lanka anunciou a suspensão das atividades em todas as instituições públicas às quartas-feiras, transformando o dia num feriado semanal obrigatório. A medida, de caráter preventivo, visa reduzir drasticamente o consumo nacional de combustível e mitigar os efeitos de uma crise energética iminente, agravada pelo escalar do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão.
A decisão surge após a interrupção das rotas de abastecimento no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o fluxo de petróleo na Ásia. Com os preços do barril a atingirem os 100 dólares e as reservas cambiais sob pressão, o executivo optou por encurtar a semana de trabalho para escolas, universidades e repartições estatais. Serviços considerados essenciais, como as unidades de saúde e os postos de imigração, permanecem em funcionamento, embora sob regimes de otimização de recursos.
Durante uma reunião de emergência com o conselho de ministros, o Presidente Anura Kumara Dissanayake justificou a austeridade como uma necessidade de sobrevivência económica. “Devemos preparar-nos para o pior, mas esperar o melhor”, afirmou o chefe de Estado, sublinhando que a prioridade é evitar o colapso total dos transportes e da distribuição de bens essenciais.
Complementarmente ao novo feriado, as autoridades reativaram o sistema de racionamento “National Fuel Pass”, que limita o abastecimento semanal a 15 litros para automóveis e 5 litros para motociclos. O Sri Lanka junta-se assim a nações como a Tailândia e o Bangladesh na adoção de medidas drásticas para enfrentar a instabilidade geopolítica global.