Frase do dia

  • “Sempre fui um servidor público”, Luís Neves, após a tomada de posse como ministro da Administração Interna
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O Governo da Suíça revelou que o valor total de bens venezuelanos congelados no país atingiu os 687 milhões de francos suíços (mais de 750 milhões de euros). A medida surge após a entrada em vigor, a 5 de janeiro, de uma ordem de bloqueio visando o ex-presidente Nicolás Maduro, a sua esposa Cilia Flores e o seu círculo mais próximo.

Esta ação preventiva ocorre num cenário de mudança política drástica: Maduro foi capturado a 3 de janeiro por forças norte-americanas e aguarda julgamento em Nova Iorque por narcoterrorismo, declarando-se “prisioneiro de guerra”. Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez tem promovido reformas e amnistias sob pressão de Washington.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço, cerca de dois terços deste montante já estavam retidos devido a processos anteriores, tendo sido adicionados 239 milhões de francos na sequência dos eventos recentes. O objetivo é impedir a fuga de capitais e facilitar a cooperação jurídica internacional.

O congelamento tem uma validade inicial de quatro anos, podendo estender-se até uma década, dependendo da prova da origem ilícita dos fundos. Berna reforça assim o seu alinhamento com as sanções da União Europeia, tal como fizera anteriormente com ativos de Bashar al-Assad e Hosni Mubarak.

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