Um grupo de cientistas conseguiu reintroduzir tartarugas-gigantes no arquipélago das Galápagos, no Equador, quase dois séculos depois de a espécie ter desaparecido da ilha de Floreana. A ação representa um marco importante nos esforços de restauração ecológica nas ilhas.
No âmbito do programa de restauração ecológica da ilha, foram libertados 158 juvenis descendentes de tartarugas-gigantes com antepassados da população original de Floreana, atualmente extinta desde o século XIX. Estas tartarugas são resultado de um programa de reprodução que começou em 2017 a partir de híbridos geneticamente próximos da espécie original, identificados no vulcão Wolf, na ilha de Isabela.
“A restauração de Floreana atingiu um marco extremamente significativo, com a libertação de 158 tartarugas gigantes criadas em cativeiro esta semana”, afirmou o Galápagos Conservation Trust (GCT) em comunicado divulgado na sexta-feira, dia 20.


O projeto, liderado pela direção do Parque Nacional Galápagos em conjunto com várias organizações de conservação, visa restaurar processos ecológicos há muito perdidos na ilha. As tartarugas-gigantes desempenham um papel “fundamental” no equilíbrio dos ecossistemas insulares, nomeadamente através da dispersão de sementes e da manutenção de habitats que favorecem outras espécies nativas.