Frase do dia

  • “Eu não quero a Lusa nas mãos de um novo Sócrates”, Leitão Amaro
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Há cerca de 25 anos que se falou pela primeira vez de uma candidatura de Manuel João Vieira à Presidência da República: foi nas eleições de 2001. Depois disso o “proto-candidato” marcou presença nas conversas em relação aos sufrágios de 2006, 2011e 2016 sem avançar. Até que conseguiu reunir as assinaturas para concorrer a Belém nas eleições de 18 de janeiro. O que nos diz a história em relação a este tipo de candidatos?

Possivelmente o primeiro nome que nos vem à memória é o do atual presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky era um comediante que ganhou notoriedade numa série de televisão chamada “Servo do Povo”, onde desempenhava o papel de presidente da Ucrânia. A série foi muito popular e esteve no ar entre 2015 e 2018 ano em que o protagonista anunciou sua candidatura para as eleições presidenciais ucranianas de 2019 com propostas antissistema que o levaram a uma vitória esmagadora na segunda volta contra o incumbente, Petro Poroshenko.

Há outros exemplos de sucesso como o de Giuseppe Piero Grillo, mais conhecido como “Beppe” Grillo. Também ele era um comediante antes de se começar a dedicar à atividade política em 2009. Foi nesse ano que fundou o “Movimento 5 Estrelas”, que em quatro anos se tornou a terceira maior força política italiana e o maior partido (se individualmente considerado). As suas propostas populistas (e também aqui antissistema) seduziram praticamente um quarto dos eleitores italianos no ano de 2013: foram mais de 8 700 000 os votantes no seu Movimento. Nesse ano, “Beppe” Grillo, foi considerado pelo “Der Spiegel” como “o homem mais perigoso da Europa”, mas a verdade é que o seu partido continuou a crescer em cada sufrágio: em 2016 ganhou as autarquias de Roma e de Turim e em 2018 voltou a ser o partido mais votado ao conseguir cerca de 33% dos votos e 229 deputados chegando mesmo a formar um governo de coligação que seria liderado por Giuseppe Conte.

De França chega outro sinal que pode dar esperanças a Manuel João Vieira. Michel Gérard Joseph Colucci ficou mais conhecido como “Coluche” e protagonizou uma “pré-corrida” ao Eliseu em 1981.

Ator e comediante, muitas vezes encarnando o papel de palhaço, ele chegou a aparecer nas sondagens, em dezembro de 1980, com mais de 16% das intenções de voto dos franceses ( nos mesmos estudos de opinião Valéry Giscard d’Estaing tinha 32% das intenções de voto, François Mitterrand 18%, Georges Marchais 14,5% e Jacques Chirac 8%. Miterrand viria a ser eleito).

A sua campanha tinha o apoio logístico do “Charlie Hebdo” que se tornaria mundialmente célebre pelos ataques terroristas de janeiro de 2015.

“Coluche” acaba por não se apresentar a votos e até hoje há quem sustente que foram as pressões das secretas francesas que vasculharam toda a sua vida e as ameaças de morte que o levaram a não concorrer.

Não chegou, portanto, a votos o palhaço que queria usar como lema de campanha: “o único candidato que não tem razões para mentir”.


E por falar em lemas de campanha inesquecíveis “Pior do que tá não fica, vote Tiririca” será, provavelmente, um dos mais conhecidos. Foi com ele que um outro palhaço, Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como “Tiririca” conseguiu ser eleito como deputado federal, no estado de São Paulo no Brasil, em 2010, com mais de 1 300 000 votos (cerca de 6,4% do eleitorado). Até hoje “Tiririca” mantém atividade política.

São quatro casos distintos de personalidades do meio artístico que, com maior ou menos sucesso, optaram por uma carreira política. O chamado “voto de protesto” pode baralhar as contas também nas presidenciais portuguesas de 2026.

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