Donald Trump deu, este sábado, dia 4, um prazo de 48 horas ao Irão para alcançar um entendimento com Washington ao reabrir o Estreito de Ormuz, advertindo que, caso contrário, os Estados Unidos poderão “lançar o inferno” sobre o país, avançou a agência AFP.
Nos últimos dias, Trump já tinha fixado como prazo limite esta segunda-feira, dia 6, às 20:00 de Washington (1:00 em Lisboa), exigindo a reabertura desta via marítima crucial para o transporte global de petróleo. O chefe de Estado norte-americano terá ainda ameaçado destruir infraestruturas estratégicas iranianas caso não haja uma resolução dentro do prazo.
Apesar de anteriormente ter admitido a possibilidade de prolongar o ultimato, declarações recentes apontam para uma posição mais firme. Ainda assim, numa mensagem divulgada nesta sexta-feira, sugeriu que poderia haver “um pouco mais de tempo”, afirmando que, com margem adicional, seria possível reabrir o estreito e explorar os recursos energéticos da região, descrevendo o cenário como uma potencial “mina de ouro” para o mundo.
A escalada de tensão tem sido, no entanto, acompanhada por incidentes no terreno. A Guarda Revolucionária do Irão anunciou este sábado, ter atacado um navio associado a Israel no Estreito de Ormuz, identificado como MSC Ishyka, provocando um incêndio a bordo.
Por outro lado, Teerão acusa os Estados Unidos e Israel de terem bombardeado áreas próximas da central nuclear de Bushehr. Segundo as autoridades iranianas, o ataque não comprometeu o funcionamento da instalação, mas causou a morte de um guarda. Citadas pela agência Tasnim, fontes oficiais alertam que eventuais danos mais graves poderiam representar risco de acidente nuclear, devido à presença de material radioativo.
Entretanto, prosseguem as operações de busca por um dos pilotos de um caça F-15 norte-americano abatido ontem em território iraniano. Um dos aviadores conseguiu ejetar-se e foi resgatado, enquanto o segundo continua desaparecido. As forças norte-americanas mantêm meios no terreno para a sua localização, enquanto o Irão anunciou uma recompensa de 52 mil euros para quem capturar os “pilotos inimigos” e os entregá-los às forças armadas.