A administração de Donald Trump assinala na próxima quarta-feira, dia 21, o primeiro ano do seu segundo mandato. Nestes doze meses Trump criou aquilo a que alguns analistas políticos chamam de: uma nova ordem mundial. Nas primeiras 48 horas como presidente, este one man show implementava as suas primeiras medidas. Decisões diplomáticas sem precedentes e tão disruptivas, mostrando, sem rodeios, ao que vinha.
Nunca um líder ocidental tinha provocado tantas consequências num tão curto espaço de tempo, gerando um estado de desorientação tanto em Washington como nas capitais estrangeiras. A imposição de tarifas alfandegárias agressivas, o questionamento público da relevância da NATO, a ação na Venezuela caturando Nicolás Maduro, a intenção de tomar a Gronelândia, são partes de uma estratégia que visa colocar os interesses americanos acima de qualquer cooperação institucionalizada.
Em apenas doze meses, os EUA retiraram-se de múltiplos acordos multilaterais, priorizando uma agenda de nacionalismo económico e uma diplomacia transacional que coloca os aliados tradicionais sob uma pressão constante.
No plano interno, os últimos 12 meses da administração Trump também não deixaram ninguém indeferente. A execução acelerada da agenda “America First”, focada num controlo fronteiriço sem precedentes deixou marcas profundas. Através de ordens executivas, o presidente reverteu normas ambientais para impulsionar a produção energética fóssil e implementou uma reforma fiscal agressiva visando repatriar capitais.
O que será do mundo nos próximos 12 meses de mandato de Donald Trump? Só o tempo o dirá.
No balanço do primeiro ano Trump, o 24Horas assinala esta data, pela mão de Luís Gomes que esteve na esquina mais popular de Nova Iorque: a da 56th Street com a 5ª Avenida. A morada mais famosa da cidade e do mundo: a casa de Donald Trump. O quartel-general do presidente dos EUA na Big Apple. Veja e ouça o que ele tem a dizer.