Dezembro terminou como começou: na rua, com os portugueses e longe do conforto do sistema. A visita a Vila Nova...
Dezembro terminou como começou: na rua, com os portugueses e longe do conforto do sistema. A visita a Vila Nova de Milfontes mostrou, mais uma vez, a diferença entre quem enfrenta o país real e quem prefere discursos ensaiados. As pessoas não querem candidatos neutros nem figuras de papel – querem liderança.
O novo cartaz de campanha tornou isso evidente. Não mente, não insulta, não provoca. Diz o óbvio. E foi o suficiente para gerar ataques, pedidos de censura e indignação seletiva. Quando a verdade incomoda, o sistema reage sempre da mesma forma: tenta silenciar.
O contraste com outros candidatos é claro. Gouveia e Melo quer autoridade sem debate e prestígio sem confronto político. Marques Mendes é o retrato do sistema que comenta tudo, mas nunca muda nada. Nenhum outro candidato rompe, nenhum arrisca, nenhum enfrenta.
Este último mês do ano foi o espelho do que está em jogo: cartazes censurados, decisões judiciais politizadas, um Natal que alguns tentam esvaziar de identidade e uma elite que prefere um país dócil e calado.
Ao longo de todas as crónicas de dezembro, uma constante manteve-se: coerência. Enquanto outros adaptam o discurso à conveniência mediática, André Ventura manteve o rumo, o tom e a coragem.
Seguimos a caminho de Belém sem pedir licença, contra a Censura do Regime. Porque Portugal não precisa de candidatos decorativos. Precisa de verdade. E a verdade não se cala.
Rui Paulo Sousa é mandatário e responsável financeiro da campanha de André Ventura