Já tiveram início os trabalhos de dragagem de manutenção no Porto de Portimão, uma intervenção destinada a reforçar as condições de segurança e a viabilizar a receção de navios de cruzeiro de maior dimensão.
A operação incide na retirada de areias e sedimentos acumulados no canal de acesso e na zona de manobra, com o objetivo de aprofundar para cerca de oito metros. A medida permitirá às embarcações dispor de melhores condições para entrar, manobrar e permanecer atracadas em segurança.
O projeto é acompanhado pela Administração dos Portos de Sines e do Algarve, entidade gestora das infraestruturas portuárias da região. Segundo fonte oficial, a intervenção contribuirá para consolidar a capacidade operacional do porto e assegurar padrões de segurança mais exigentes, sobretudo no segmento dos cruzeiros.
Esta intervenção integra-se na estratégia nacional Portos 5+, que prevê um reforço da atividade no setor dos cruzeiros na ordem dos 30%. Em comunicado, a administração portuária sublinha que o investimento reafirma a aposta no porto algarvio, considerado estratégico para a dinamização económica e turística da região, num contexto de crescimento das rotas de cruzeiro no Mediterrâneo.
Paralelamente, estão previstas outras melhorias estruturais. O cais RO-RO, utilizado por ferries e embarcações auxiliares que asseguram o transporte de passageiros a partir de navios fundeados ao largo, será alvo de obras de requalificação. Após a conclusão dos trabalhos, passará a ser possível operar duas embarcações em simultâneo, o que deverá acelerar o desembarque e embarque de passageiros e melhorar a experiência de quem chega a Portimão a bordo de navios de grande capacidade.
Também os acessos terrestres serão objeto de intervenção. Está planeada a melhoria das ligações rodoviárias entre o porto e a malha urbana, com vista a facilitar a circulação de passageiros e a articulação com a cidade.
O anúncio surge após um ano de forte atividade. Em 2025, o Porto de Portimão contabilizou 56 escalas de navios de cruzeiro e 23.996 passageiros, o que representa um crescimento de 40% no número de escalas e de 70% no total de passageiros face ao ano anterior.