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  • “Acreditem em Portugal”, António José Seguro
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Uma nova tecnologia utiliza nanopartículas de sílica para direcionar medicamentos diretamente às células cancerígenas, minimizando os efeitos secundários e aumentando a eficácia do tratamento.

Uma investigação conduzida pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no Brasil, alcançou resultados promissores que podem transformar o tratamento oncológico. Em testes experimentais de laboratório, a nova tecnologia conseguiu travar a multiplicação de células tumorais, reduzindo o crescimento das mesmas em até 99,6%.

A grande inovação deste estudo reside no método de administração dos fármacos. Atualmente, a quimioterapia convencional circula por todo o organismo, afetando tanto as células doentes como as saudáveis, o que resulta em severos efeitos secundários. A proposta dos investigadores brasileiros é a utilização de nanopartículas de sílica – estruturas milhares de vezes mais finas que um fio de cabelo – que funcionam como ‘veículos’ de precisão.

Precisão microscópica

Segundo o professor Marcos Utrera Martines, responsável pelo projeto, estas nanopartículas permitem que o medicamento chegue com maior facilidade ao foco da doença. “O planeamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora permitiu manter a atividade anticancerígena dos fármacos, reduzindo as concentrações necessárias.”

Nos ensaios realizados, a combinação das nanopartículas com os medicamentos citarabina e doxorrubicina apresentou os resultados mais sólidos, com uma redução superior a 90% no peso das estruturas tumorais analisadas.

Futuro no sistema de saúde

Apesar do entusiasmo da comunidade científica, a investigação ainda terá de ultrapassar diversas etapas clínicas antes de ser aplicada em pacientes. O projeto já deu origem a pedidos de patente e espera agora atrair parcerias com centros de investigação e empresas farmacêuticas.

O estudo contou com o apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDEC). Para Cristiano Carvalho, diretor-presidente da fundação, este tipo de avanço é fundamental para que a ciência se transforme em soluções práticas que possam, no futuro, ser integradas no sistema público de saúde.

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