No último encontro de preparação antes de ser conhecida a convocatória para o Mundial 2026, a Seleção Nacional venceu, na madrugada desta quarta-feira, dia 1, os Estados Unidos, por 2-0. Em Atlanta, Francisco Trincão abriu o marcador e João Félix selou o triunfo frente a um dos organizadores da prova da FIFA, que também se vai jogar no Canadá e no México, entre 11 de junho e 19 de julho.
Com oito novidades no 11 em relação à equipa que iniciou o duelo com o México – José Sá, Diogo Dalot, Tomás Araújo, Gonçalo Inácio, Cancelo, Vitinha, Trincão e Pedro Neto –, mantendo Roberto Martínez apenas Samu Costa, Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos, Portugal voltou a entrar mal. Após um sério aviso da estrela Pulisic, Vitinha descobriu em boa posição Bruno Fernandes, que, de calcanhar, serviu Trincão para o 0-1, aos 37 minutos, vantagem que se manteve até ao intervalo.
O selecionador nacional apostou em Matheus Nunes, António Silva, Nuno Mendes, Rúben Neves, Ricardo Horta, Francisco Conceição e João Félix para a segunda parte, mantendo apenas José Sá, Gonçalo Inácio, Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos na equipa. E as alterações surtiram efeito, com Portugal a jogar melhor, a mandar no jogo e a criar mais oportunidades. Aos 59′, Bruno Fernandes bateu um pontapé de canto para a entrada da área e João Félix rematou muito colocado para ampliar a vantagem.
A ganhar 2-0, Martínez deu as primeiras internacionalizações a Ricardo Velho e Mateus Fernandes – só Pedro Gonçalves não somou qualquer minuto neste estágio. “Não queria arriscar, porque a relva era um bocadinho perigosa. Só ele não jogou neste estágio, precisou de trabalho individual quando chegou, mas acho que agora era importante anular o perigo para estar bem até ao final da época. A falta de minutos não é nenhum sinal, ele está na mesma posição que todos os outros jogadores”, justificou o técnico sobre a ausência do craque do Sporting, feliz com o balanço dos dois jogos de preparação no continente americano: “Tínhamos muitos objetivos, e estou muito satisfeito com todos eles. Às vezes, o marcador no final dos jogos é o único aspeto importante; aqui não, era um estágio para procurar novas soluções, experimentar conceitos táticos.”

