A Polícia Judiciária (PJ) deteve o autor que arremessou um cocktail molotov contra a ‘Marcha Pela Vida’, em frente ao Parlamento, em São Bento, em 21 de março.
A PJ procedeu à detenção, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), com base na “tentativa dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave”, avançou ao Correio da Manhã fonte da instituição, liderada agora por Carlos Cabreiro.
“Desde que foi delegada a competência de investigação na PJ, foram realizadas dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de meios de prova, culminando com o cumprimento de um mandado de detenção e de um mandado de busca e apreensão, no qual foram apreendidos diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico”, avança a mesma fonte.
O autor do ataque apresenta-se no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa já esta quarta-feira, 15, para novo interrogatório judicial. Da sessão resultará a aplicação de medidas de coação.
A PSP tinha detido o homem no dia do ataque, mas foi libertado por estar indiciado apenas por posse de arma proibida, considerado crime menor. Na altura, ficou obrigado a apresentações diárias na PSP e proibido de frequentar o local do crime.