A TVI saiu em defesa de Cristina Ferreira, de 48 anos, depois da polémica gerada em torno das declarações proferidas pela apresentadora, durante uma emissão do ‘Dois às 10’, sobre um caso de violação. Em comunicado, a estação de Queluz de Baixo lamenta “a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas”.
O canal televisivo salienta que as declarações de Cristina Ferreira, que é acionista da estação, tinham como intuito “proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio por atos perpetrados por violadores”. Na mesma nota, é realçado que “em nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação”.
A TVI aborda ainda a onda de críticas que tem atingido a apresentadora, levando-a já a fechar as caixas de comentários nas redes sociais: “impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha, sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça.”
Em causa está um debate no programa da manhã da TVI, no segmento de comentário criminal, em que se discutia o caso da violação em grupo de quatro rapazes a uma rapariga, em Loures. “Nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve… claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele ‘não quero mais?’”, referiu a apresentadora, motivando uma onda de choque nas redes sociais.
O caso remonta a fevereiro de 2025 e começou esta segunda-feira, 13, o julgamento no Tribunal de Loures.