Pedro Sánchez, de 54 anos, anunciou que Espanha irá propor à União Europeia a suspensão do acordo de associação com Israel, esta terça-feira, dia 21, alegando “violações de direitos humanos” por parte do governo liderado por Benjamin Netanyahu.
“Aquele Governo que viola o direito internacional – e, portanto, viola os princípios e valores da União Europeia – não pode ser parceiro da União Europeia. É simples”, afirmou o primeiro-ministro espanhol, durante uma intervenção no município de Gibraleón, na província de Huelva, no contexto da pré-campanha para as eleições regionais da Andaluzia.
A proposta deverá ser discutida numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, agendada para terça-feira, em Bruxelas, onde estará em análise a situação no Médio Oriente. Segundo a agência EFE, Pedro Sánchez apelou aos restantes Estados-membros para apoiarem a iniciativa espanhola.
O acordo de associação entre a União Europeia e Israel está em vigor desde 2000 e estabelece o enquadramento das relações políticas, económicas e comerciais entre ambas as partes, incluindo uma cláusula relativa ao respeito pelos direitos humanos.
Espanha já tinha levantado esta questão em fevereiro de 2024, na sequência da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, após os ataques do grupo islamita Hamas a 7 de outubro de 2023. Desde então, Madrid tem vindo a endurecer a sua posição, especialmente com o agravamento das tensões regionais, incluindo o conflito no Líbano e a escalada militar envolvendo Israel e o Irão.