O Banco Alimentar contra a Fome registou um aumento dos pedidos de ajuda nas últimas semanas, numa altura em que o preço do cabaz alimentar atingiu um novo recorde, custando agora 257,95 euros.
A procura vem tanto de particulares como de instituições de solidariedade social, que têm de enfrentar o acréscimo dos preços do cabaz alimentar. Em causa, está um conjunto de fatores, como a Guerra no Irão, com consequências na produção agrícola, além das tempestades do início do ano. Ainda sem números concretos, a presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, disse à Renascença que prevê que o número de pedidos deverá continuar a crescer.
“As tempestades de janeiro e fevereiro vieram estragar, e até destruir, muitas culturas, por exemplo, de hortofrutícolas, de arroz e de cenouras no Ribatejo e de vários bens que, habitualmente, eram doados ao Banco Alimentar e que fazem parte daquilo que é o consumo habitual dos portugueses”, alertou a responsável.
A próxima campanha nos supermercados está marcada para 30 e 31 de maio, mas espera-se um menor volume de doações. “Há um esforço maior que é pedido às famílias que contribuem e, portanto, a solidariedade dos portugueses tenho a certeza que se vai manifestar uma vez mais. Mas antecipamos que, em termos de quantidades, se possa refletir até num decréscimo do total que é doado”, admite Isabel Jonet.