Mais de dois milhões de famílias já submeteram a declaração de IRS, numa fase em que os primeiros reembolsos começam a ser pagos aos contribuintes. Ainda assim, uma falha informática terá provocado atrasos no processamento de algumas liquidações.
De acordo com o Correio da Manhã, uma anomalia no sistema levou à rejeição de um conjunto significativo de transferências bancárias, mesmo em casos em que o IBAN já se encontrava validado. A situação, descrita como pontual, obrigou a Autoridade Tributária e Aduaneira a recorrer à emissão automática de cheques para garantir os pagamentos.
O problema terá impedido a concretização de transferências que, em circunstâncias normais, seriam efetuadas no prazo de cerca de três dias, após validação das declarações.
Segundo dados oficiais, até às 01:37 desta segunda-feira, dia 20, tinham sido entregues 2.186.044 declarações. A maioria (1.644.941) corresponde a contribuintes com rendimentos exclusivamente de trabalho dependente ou pensões. As restantes 541 mil e 103 dizem respeito a outras categorias, como rendimentos prediais ou trabalho independente.
Recorde-se que o Governo já tinha indicado que os reembolsos do IRS Automático deverão ser processados em menos de duas semanas após a entrega, enquanto as declarações submetidas pela via tradicional poderão demorar entre três e três semanas e meia.
Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, referiu que a “expectativa é a de que os prazos médios de reembolso sejam próximos ou similares aos do ano passado”. No caso do IRS Automático, “tendencialmente mais simples”, o prazo previsto é “inferior a duas semanas”.
A campanha de entrega do IRS arrancou a 1 de abril e prolonga-se por três meses, até 30 de junho.