Em imagens divulgadas recentemente da fala de Lula na reunião de líderes realizada em Espanha, o presidente brasileiro, assumiu uma postura de destaque no debate internacional e defendeu a necessidade de mudanças estruturais na governação mundial.
O chefe de Estado alertou para o atual cenário global, marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, e criticou a inação do Conselho de Segurança da ONU. Segundo Lula, é essencial que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem solicitação dos membros permanentes. “A ONU não pode permanecer em silêncio perante o que está a acontecer no mundo”, afirmou.
O presidente destacou ainda os impactos económicos e sociais da escalada dos conflitos, sublinhando que as tensões geopolíticas têm efeitos diretos no custo de vida e agravam a situação das populações mais vulneráveis.
Numa crítica à atuação de grandes potências, Lula referiu que decisões militares acabam por ter consequências globais, como o aumento dos preços de bens essenciais e combustíveis em vários países, afetando sobretudo as camadas mais pobres.
Lembrou também que o mundo enfrenta desafios urgentes, como a fome, o analfabetismo e a falta de acesso à energia elétrica, além das mortes registadas durante a pandemia de COVID-19 devido à escassez de vacinas em várias regiões.
Por fim, o presidente criticou a prioridade atribuída aos gastos militares em detrimento de investimentos sociais e ambientais, e apontou a falta de atenção internacional a crises humanitárias, como a vivida no Haiti, defendendo um debate mais sério sobre os rumos da comunidade internacional.